10 de maio de 2018

Mutter

Queria eu ser capaz
de encontrar palavras melhores
que pudessem expressar
meu amor sagaz

Ainda com meu título de
escritora
carrego no peito o mesmo
que o seu
profissão mais que bela,
és professora
e em ti me inspiro para
que eu possa melhorar nela

nada do que sou
um dia poderia ser
se não fosse sua determinação
naquela época em me fazer viver

se hoje sonho é graças ao seu esforço
se hoje conquisto é devido ao seu esboço
se hoje vivo é graças à sua luta
e não serei nunca capaz de agradecer
tal labuta

choro ao lembrar que já anseei dormir
hoje quero vencer para te fazer sorrir
nem todas as palavras combinadas
conseguiriam agradecer
tudo o que fez por esse pequeno ser

Perdão pelas falhas rabiscadas
e pela fala desajustada
Saiba que criou um bom ser, apesar de tudo
e que se hoje leio tudo
foi porque me permitiu o estudo
nesse caso, vale muito mais que dinheiro
portanto, obrigada de novo pela luta
sem desdenho

[e eu vivo por ti]

queria poder lhe dar mais que meros poemas
e um dia tais escritos valerão mais
e então serei capaz de acalmar seus ais

[o amor existe
seu nome é MÃE]

você é meu anjo, vida e razão
você é a causa, o motivo
pelo qual bate
meu inexistente coração

09.05.2018


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4 de maio de 2018

Outras Poesias

Minha idônea expressão diante de seu descaso com minha tribulação que insiste em abarcar no meu destruído, mas vivo peito... Até parece que não debulho em lágrimas mal caídas durante à noite, durante a tentativa falha de lavar meu envoltório pútrido internamente, e ainda por fora defasado de beleza.

Todavia, o que mais abisma minha pessoa é o que encontro todos os dias ao fitar o espelho que ensejaria eu estar quebrado, dessa forma eu não seria obrigada a encarar tal imagem horrenda desprovida de qualquer encanto.

Mas não mais falemos do que os outros são capazes de ver, mas nunca enxegar... de fato. O que me resta diante de tal existência sem próposito? Até mesmo o "verme que roeu as frias carnes" não ainda do meu cadáver - ah, ele ainda há de fazer isso - , mas ele ainda possui um motivo... alimentar-se dos outros antes vivos, agora jazem sem razão alguma dentro de féretros 'objetos' criados pelos modernos na tentativa de preservar aquilo que morrera muito antes do próprio corpo.

O verme.

Igualar-me-ei a tal criatura, no entanto, perco em tal disputa, visto que ele se mostra mais eficaz em sua tarefa do que eu, nas minhas várias. O helminto possui apenas uma razão em sua curta vida e a cumpre com exatidão.

Já eu... simplório e desgastado ser humano.
Eu, o não de Outras Poesias.
O sim para o Inferno das passagens sinistras.
Eu, e nunca jamais suas escolhas infinitas.

Não possuo nada além do nada. Dentro do vácuo há de encontrar-mos algo a mais. Um átomo capaz de descrever minha discrepância diante do restante da humanidade, porém, engana-se quem crê que é algo bom.

O que difiro do restante é que nada valho.
Até mesmo meu amigo, parasita... possui uma razão que é apoderar-se do outro enquanto Eu, o não de Outras Poesias sigo sem rumo diante de minhas vidas jamais distintas... nunca escolhidas.

Como eu mesma findei a mim.
Um sim para meu eterno e já decidido fim.



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28 de abril de 2018

De repente

" Hate me 
Break me
Let me feel as hurt as you

push me, crush me
but promise me
that you'll never let us go "



Você era a luz que quebrava o silêncio da minha escuridão. As cordas do violão... do meu coração. Você era o tom musical que faltava em minha canção. Então... de repente, desvanece. Como a neblina que some sem ver, o fogo que arde sem queimar... a brasa que queima sem chamuscar. Como se nossos sorrisos jamais tivessem existido e todas suas palavras nunca fizessem sentido. Quando menos me dei conta não estava em minha soturna vida. Não haveria. Não queria. De repente... "do riso fez-se choro" e do pranto fez-se dor. Do amor...nada mais eu sabia. Queria. Mas não podia. Você havia ido embora. Abandonando o meu espírito à sorte... mas não havia sorte para o demônio maltrado, usado... destruído e acabado. Aceito meus pecados, os cometi sabendo da punição, no entanto, cria eu na falácia que um anjo estaria comigo. Nunca esteve. Partiu antes mesmo de entrar. E sigo agora solitária. Como antes. Como sempre.  
E você? Sorri e desvanece. E nem ao menos sente.

A dor que me causou.
O desespero em que estou
A pílula na garganta forçou
E no fim
de nada adiantou


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16 de abril de 2018

Joy


faço um exorcismo todos os dias
(...)

respiro e encaro meus demônios
eles me sorriem como a morte
e então, vez ou outra me entrego
deixo com eles minha sorte

no dia seguinte sou forçada a tentar novamente
não me permitem o descanso solitário e eterno
pois precisam de meu casco cansado e velho
me pede a clemência, mas não pode ser clemente?

[cada decisão de meu cansado espírito 
cada passo que minhas estafadas pernas
dão
eu sinto que caio
direto no
chão
mas não...]

ainda estou de pé, forçando uma meta
não há objetivo nisso
não há sentido vivo
ainda estou de pé, caminhando em linha reta

" mas essas alegrias violentas têm fins violentos, como fogo e pólvora que num beijo se consomem"

não ouso mais falar de amor
não falarei de paixão e dor
e tão pouco irei dissertar
sobre o bom gosto de quase amar

são coisas que não existem
nosso ego nos engana
e nossa mente nos encanta

erra esse meu medo, eu já devia saber que aquele estado não iria durar
que ele se fosse de minha vida como todos os outros a me abandonar
somente ficam aqueles que foram destinados a ficar

***

Prosa.

Sinto que não ficam por escolha, de alguma forma são forçados a não partir. E então, ficam. Supostamente deveria ser algo bom, mas não é, visto que junto dessa decisão eles me forçam a sorrir sorrisos que não são meus. É um fracasso intríseco a mim mesma.  Diário. Ainda é meio-dia e encontro-me sozinho em meu quarto chorando lágrimas que não deveriam ser choradas. A dependência que achei ter livrado meu desgastado corpo... encarei-a ainda pouco. Quanto desgosto você pode causar e ainda ter gosto? 

São metas postas para enganar os ingleses. Esses que nunca irei ver de perto. Como todos os meus sonhos, um dia na inocente infância, sonhados.

" Quando minha hora chegar, mantenha-me em sua memória... razões para ser lembrado... Guarde todo o resto. "

Não sei como proceder com esse texto... Assim como eu e como todos os outros... ele nada vale, fiquem então com tudo isso. Esse tudo que é nada.


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13 de abril de 2018

Magik

Ela é livro
"do rodapé
ao sorriso"
é escrita e página
de corpo inteiro
e alma
ela é palavras
dos poemas às
mágicas
Mágicas que aprendeu
com os livros
e depois fez magia
com seus próprios escritos

13.04.18
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2 de abril de 2018

Paráfrase do poema A Louca de Augusto dos Anjos

"Quando ela passa: -- a veste desgrenhada,
O cabelo revolto em desalinho,
No seu olhar feroz eu adivinho
O mistério da dor que a traz penada.


Moça, tão moça e já desventurada;
Da desdita ferida pelo espinho,
Vai morta em vida assim pelo caminho,
No sudário da mágoa sepultada.


Eu sei a sua história. -- Em seu passado
Houve um drama d’amor misterioso
-- O segredo d’um peito torturado --


Não chora, sorri... ela é mulher por todos desejada
E hoje, para guardar a mágoa oculta,
Canta, soluça -- o coração saudoso,
Chora, gargalha, a desgraçada estulta."


***


Quando ela passa: a veste bem arrumada
o Cabelo negro e longo jamais desarrumado
No seu olhar de mistério busco um ser amado
mas não há, pois ela ama sua própria alma penada


Moça, tão jovem e já sensual, bela e irresistente 
da destida ferida do antigo amor
vai mais viva em morte pelo caminho da dor
Mas se ergue uma vez que deseja o prazer latente


Nós sabemos sua história - seu passado
houve um amor, e um coração despedaçado
não é segredo que seu desejo está acabado

E hoje, para revelar o desejo oculto
Geme, e grita - o corpo desenhado e astuto
[ a alma revigorada, sua beleza idolatrada]
Não chora, sorri... ela é mulher por todas desejada
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26 de março de 2018

Quando coloco em pauta o demônio que sou


Quando coloco em pauta o demônio que sou
compreendo todas as razões 
pelas quais você me deixou

Nunca entendi o que talvez teria visto em mim
agora sei que você nunca viu nada
o que enxergou foi um meio para seu fim

E nem foi como Maquiavel
foi muito mais cruel
você forjou meu banho em fel

Quando coloco em pauta o demônio que sou
eu entendo todos os sonhos que abandonou
ao meu lado todas as juras que me jurou

Deteriorada estou e assim sempre serei
O medo toma conta e não sei para onde irei
ansiosa pelo seu sorriso, mas sei que não terei

Como pode um ser tão pequeno sentir tanto?
Como pode um ser tão belo me matar e deixar em pranto?
Como pode um demônio amar aquilo que deus fez com encanto?

Tento todos os dias ao me levantar
aceitar minha sina de jamais me amar
ser amada e querida, jamais passível de tentar

falho miseravelmente quando encontro-me de frente
ao espelho trincado pelo brilho manchado
de meus olhos cansados e de meu sorriso marcado

pela dor de esconder a agonia que é viver
em vão, sem razão, sem um bom coração
pois o que havia de bom você levou
e me deixou
à mercê da sorte
mas esqueceu que só conheço
a morte

tento nos livros encontrar consolo
e então encontro na garrafa um gosto absorto
forço a entrada para que minha mente encontre a saída
e quando acordo desse estado entendo que jamais fui querida

e então, em vão, tento retornar ao meu estado letárgico
falho
fecho os olhos e me encontro com seu sorriso mágico

abro os olhos e você não está ao meu lado
Quando coloco em pauta o demônio que sou
sei porque me deixou e porque já estava acabado
eu nunca haveria de ser o suficiente para um Anjo 
que por mim passou

não diante de tantas maravilhosas opções
o ego escolhe o que lhe convém
mas esquece que ele já havia dito um amém
e então me isolo em meu quarto escuro
choro sem som
grito em silêncio
a lágrimas não escorre
mas a angústia
ela surge e me consome

"Sua dor se foi, suas mãos estão desamarradas"

e eu me pergunto, de que me valem tais versos?
são tão inúteis quanto meus futuros incertos
como minha vida desprovida de validade
como minha mente sem sanidade
e agora entendo por quê me pediu para ficar
quando você já tinha sua data marcada para acabar









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Mutter

Queria eu ser capaz de encontrar palavras melhores que pudessem expressar meu amor sagaz Ainda com meu título de escritora carrego no...