25 de dezembro de 2012

Inquietações




   Essas inquietações tomam conta do meu ser. Minha mente e meu corpo não descansam e eu procuro distrações para não enlouquecer ou quem sabe perecer.
   As lágrimas não vertem, não permito, é no mais profundo âmago amargo que as liberto. De outra forma, é claro. Meu cognome é dor seguido de frustração. Sou uma obra apócrifa que logo será ainda mais esquecida.
   Batem os sinos da agonia e eu ouço as badaladas da desgraça. Minha estultice revela a imprudência nos caminhos que foram e serão traçados.
   Queria eu debelar a mim mesma e quem sabe anuir essa hipocrisia, obsequiosamente chamo a ''indesejada das gentes'' e suspiro ao perceber que ela me escutou.

"Numa meia-noite agreste, quando eu lia, lento e triste,
Vagos, curiosos tomos de ciências ancestrais,
E já quase adormecia, ouvi o que parecia
O som de alguém que batia levemente em meus umbrais,
''Uma visita'', eu me disse, ''está batendo a meus umbrais''.
É só isto, e nada mais.
(...)
"Que esse grito nos aparte, ave ou diabo!", eu disse. "Parte!
Torna á noite e à tempestade! Torna às trevas infernais!
Não deixes pena que ateste a mentira que disseste!
Minha solidão me reste! Tira-te de meus umbrais!
Tira o vulto de meu peito e a sombra de meus umbrais!"

__Edgar Allan Poe
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19 de dezembro de 2012

Um poema qualquer II

Eu sou a dor da perda
Sou o deflagro da doença
Sou o verme do alimento
Eu não alcanço o sustento

Sou a falha do Universo
Eu sou o erro perverso
Sou a castanha carcomida
Sou uma planta sem vida

Sou tudo de ruim que já brotou
Sou a dor do amargor
Eu sou o corpo do morto vivo
Sou o que restou de um mosquito

Eu sou tudo menos o bastante
Sou a adaga do coração palpitante
Eu sou o mal, a semente da árvore
Eu sou o mal, aquele que te causa entrave.

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Aleatórios II

Esse é outro poema que eu fiz com a Rafaela.

“Olhos que choram, a desgraça dos bons;
olhos que veem o declínio dos sãos.
Olhos egoístas que contentam em olhar;
olhos condenados, a só observar.
[…] digo o mesmo das feridas.
Feridas que latejam as consequências do corte;
feridas que doem na carne sem sorte.
Feridas que ardem o buraco do peito;
feridas que lembram cada anseio.
[…] e digo o mesmo das vozes.
Voz que grita a dor do silêncio;
voz que canta a canção do inocente.
A voz que ecoa o trecho da morte
vozes que esperam que nos conforte.
E mais uma vez cantamos…mudos
Não adianta estão todos surdos
Gritamos ao céu uma resposta
Ele rebate, sua voz é estrondosa
Raios e trovões mancham de branco
As trevas cheiram o nosso pranto
Quanta lamúria foi enterrada
No chão sujo de uma palavra mal tratada
Na sua mente ecoa o silêncio do cessar vida
Enclausurou-se sozinha no coração que batia
Em teu peito o anseio do descanso gritou
Socorro! Estou caindo… vamos você falhou.”






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6 de dezembro de 2012

Um poema qualquer.

Eu sou a ''pedra no meio do caminho''
Eu sou a blusa rasgada, transformada em linho
A dor do tiro no peito
Sou um buraco, cavado em  meio estreito
O gole insípido da bebida mortal
Sou o teu destino, mirado austral
Aquele que você evita,
Não sei, quero que me diga
Eu sou a dor, que me mata e me acorda
Sou uma árvore morta
Inação.
Fui destruído, augúrios foram feitos
Truculência.
Suscitou, o monstro acordou.
Eu sou o remanso, sou o chão em que pisa
Bifurca-me, sim, assim o faz assim o dita
Eu sou a dor, que me mata e me acorda
Esquálida e indolor, é apenas uma corda
Eu sou a dor, eu sou o monstro, eu sou o gole
O gole da morte.
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Aleatórios

Este é um poema que eu fiz com uma amiga, a Rafaela Silva.

Sou a folha que cai no outono,
o fruto abortado de uma árvore
inconsequente e inebriante.
Filho bastardo do alvorecer.
Sou um verme terreno,
de falso relento,
rejeitado sem pudor.
De súbito consolo, uma poesia inerte.
Em suma melodia perdida
da falsa demência
como louco, avesso fosse.


Sou a folha que cai no outono
Sou um ser que já morreu
Em meu peito bate algo que faleceu
Sou um verme terreno
Rastejante como uma víbora
Mas ao contrário, minha vida nada explica
De súbito consolo, uma poesia inerte
Escrever ou rabiscar, um ato que se repete
Demente seria eu ? Demente seria o mundo ?
Tento entender, mas fico mudo
Sou um verme terreno
E isso explica minha natureza repugnante
Meu corpo, a adaga de aço tange
São ferimentos; tentaram me fazer sucumbir
Oh, mas esqueceram, eu, há muito já caí
Abrace este verme, ou mate-o de uma vez por todas.


Thays Martins de Paiva e Exorcist-a
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27 de novembro de 2012

Prólogo II



Imagine-se em um quarto branco fechado. Você abre os olhos e vê o teto manchado. Manchado de olhares que passaram por ele, não uma ou duas, mas várias vezes. Em seguida você vira seu pescoço para o lado, com muito esforço é claro, e vê sua mãe sentada em uma cadeira desconfortável, e não pode ver o rosto dela, pois ela o apoia nas mãos enquanto chora silenciosamente para não te acordar. Você retorna a posição de dormência e fecha os olhos, não por estar com sono, mas por estar cansado de mantê-los abertos. Teme que os feche e nunca mais os abra, contudo fica indeciso entre ser algo bom ou ruim. As dores, todas elas terão um fim, mas a agonia e desespero daqueles que o amam e o acompanharam até o presente momento terão o seu auge assim que der seu ultimo suspiro. Não, você não diz adeus, pelo menos não naquela hora. Você respira sim com dificuldade, mas com muita força solta um gemido para mostrar que ainda estar vivo. Sua mãe se levanta e enxuga as lagrimas, olha para você e diz: Que bom que você acordou.



( Prólogo de um futuro livro: O dia em que meu pai chorou. )
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23 de novembro de 2012

Time, time...




       
   Quanto de teu tempo jogaste fora, pequeno ser? Oras, não conhece a palavra gestão? Julga leviana e erroneamente, uma vez que não pratica os mesmos atos, mas usa dos mesmos motivos, dentre eles o alívio da frustração.
     Não tem pouco tempo, tem pouquíssima força. Entretanto, cansou-se de existir. Teu teto de vidro está trincado e os cacos ferem-te os olhos. Estais cego, o mundo morreu. Ou serias tu? Morreste, pequeno ser? Cansaste de arrepender-te e esta necessidade de provação e aprovação crava-te na cabeça os resquícios de tua iminente depravação e desgraça.
    Já pensaste mais de uma vez, e sabes disso, pequeno ser? E agora, o que irás tu fazer? 
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Bienal do Livro de Minas Gerais 14-23 de Novembro

Ei, gente ! Ontem foi meu último dia na Bienal e como prometido eu trago a vocês os relatos de minha experiência com a primeira Bienal que fui na vida ! Vou começar a conta tudinho na ordem, desde o meu primeiro dia ( 16.11 ) até os outros dois (21 e 22 ).

No dia 16 de novembro eu fui à Bienal na esperança de conhecer duas grandes escritoras que eu adoro desde sempre e admiro muito: Margaret Stohl e Thalita Rebouças. As duas foram umas fofas, lindas, amores de pessoa. Super simpáticas com todos e na entrevista mega engraçadas.
Margaret é autora da Saga Dezesseis Luas ( Beautiful Creatures ) em parceria com Kami Garcia, e na Bienal ela falou de dois livros que acaba de lançar:  Sirena e o Ícones. Apesar da minha senha ter sido a 71 eu fiquei lá esperando, claro, e valeu a pena. Ela autografou meu livro e tirou foto ( claro, ela fez isso com todos ) mas é a sensação, sabe ? De estar de frente com um ídolo, com alguém que você admira que te inspira e que você gosta. Eu estava nervosa e achei que não fosse conseguir falar nem um : Hello ou Nice to meet you ! Mas se eu tive coragem de levantar na frente de todos enquanto todos olhavam pra mim pra fazer uma pergunta pra ela isso, né rs Ah, e de quebra ainda conheci uma menina super gente boa na fila da senha e a gente ficou amiga mesmo descobrindo o nome uma da outra trinta anos de conversa depois rs A Lívia agora é parceria na discussão de livros e filmes haha

É isso. Margaret Stohl foi incrível !

Algumas horas depois fiquei na fila para a senha da Thalita Rebouças. Aaah, gente! Ela é fofa demais. Eu já sabia da animação do carisma da fofurisse e todo o jeito dela, mas presenciar isso ao vivo, e depois poder abraçá-la e vê-la carimbar meu livro ( ela estava com o braço quebrado, mas é tão genial e linda que fez um carimbo lindão pra gente ), tirar foto e conversar é outra coisa, né ? A história dela com a literatura é inspiradora, o modo como ela correu atrás das Editoras e o modo como fazia pra chamar a atenção do público no início da carreira é algo que sempre chamou minha atenção. Adorei conhecê-la e mesmo sabendo que ela não lembra de todos um por um, ela já respondeu meu email então sei que quando eu precisar conversar mesmo que demore ela , sendo fofa, responderá e isso é algo muito legal da parte dos escritores/celebridades .

Adorei. Adorei. Adorei e adorei !

Na sexta-feira dia 21 foi o dia de conhecer ele : Raphael Montes que pra quem não sabe é um jovem que tá prometendo a literatura brasileira. Vencedor do prêmio Benvirá e finalista do Prêmio de Literatura de São Paulo, seu primeiro romance policial, Suicidas, me conquistou em três dias rs Isso aí, fazia tempo que eu não lia um livro de 400 páginas tão rápido assim. No Café Literário da Bienal, como eram muito menos pessoas eu fiquei bem pertinho e pude ouvir e acompanhar tudo com muito mais clareza, mas mesmo que não tivesse, após o evento ele e Marçal Aquino ( o outro escritor convidado ) foram para  a mesa do lado de fora autografar os livros e tirar fotos. E bom, confirmei o que já sabia: Raphael além de incrível e talentoso escritor é uma simpatia em pessoa, legal e gentil. Autografou meu livro e não se importou de tirar outra foto já que a primeira tentativa não deu certo na minha câmera que decidiu ser uma legal e não funcionar, e ele ainda disse depois : Vê se deu certo e se não deu a gente tira outra ! Viu, gente ? Isso é que é carisma, ele podia ter sido um chato e me mandando andar logo pra não atrasar a fila, mas não foi. Conversou com os leitores na fila sobre seus livros e disse que pretende escrever mais. Adorei conhecê-lo pessoalmente, pois já tínhamos conversado um pouco pelo facebook, mas ao vivo é outra coisa, né além disso, ele deu ótimos conselhos!

Finalmente, dia 22 no sábado foi o dia mais doido da Bienal. As senhas para o Conexão Jovem com a Bruna Vieira começaram a ser distribuídas às 10 da manhã e eu sabendo que o pessoal é doido com ela cheguei antes das nove. Acordei às 7:40 e peguei o ônibus às oito e pouco. Tudo bem que meu objetivo nesse dia era conhecer Raphael Draccon e Carolina Munhóz autores de Dragões de Éter e A Fada, por exemplo, mas já que eu ia eu falei: vamos conhecer Bruna Vieira. Ok, cheguei e tal já tinha gente na fila. Fiquei conversando uns dez minutos com uma menina que conheci e quando olhamos pra trás PÁ : meio quilômetro de pessoas havia surgido em uma fila gigante e logo pensamos: o plano é correr muito !!! Ok, meio segundo depois de passar na roleta corremos, a mulher na escada disse : sem correr na escada . Nós descemos dois degraus andando e depois corremos. Chegamos na porta e os seguranças : sem correr, gente. Andamos dois passos e em seguida corremos de novo. Agora, pensa na minha pessoa correndo pelos corredores da Bienal ! Com certeza minha expressão estava uma lindeza, né. Mas beleza! Peguei a senha pra Bruna Vieira e depois fiquei mais uma hora esperando as senhas para o Raphael e Carolina serem liberadas, Depois de pegar a senha, Lívia e eu ( lembra da pessoa que eu conheci no domingo ? É , a gente se encontrou hehe ) ficamos andando pela Bienal, babando nos livros rs De quebra, encontramos Luiza Trigo, autora de Meus Quinze anos e tiramos foto com ela e ela autografou nossos jornais já que a gente não estava com o livro lá. Pottermaníaca também e dona de um cabelo lindo, foi fofa e simpática com a gente ! Adorei ela !!!

Na hora do Conexão Jovem com os dois fofos a gente riu bastante e se admirou com a história deles, principalmente do Raphael. Em seguida, fomos para a outra sala pegar autógrafos e tirar fotos. Ganhei um HP forever da Carol *-* e ela adorou minha camiseta de Hogwarts - Always , nem fiquei boba, né rs O Raphael também foi super simpático e gentil perguntou como conheci o livro e tal. Eu amei cada segundo com eles. Depois parti para o Conexão Jovem com a Bruna, fiquei lá trás porque já estava mega cheio, né, mas eu tinha a pulseira da alegria haha então foi tranquilo. Ela é super animada, legal, gentil, simpática e fofa. Tiramos foto e ela marcou meu livro. Adorei conhecê-la, pois com certeza mudou minha visão dela. É uma inspiração também. 20 anos e já conquistou tanta coisa!

Gente,é isso. Mesmo que nesse dia eu tenha chegado em casa e cinco minutos depois saído para dar duas horas de aula, valeu cada segundo, cada noite mal dormida de ansiedade, cada corrida e cada espera. Conheci mais pessoas famosas nessas semana do que irei conhecer minha vida toda e cada um deles é uma inspiração pra mim que quero ser escritora também ! Todos mega simpáticos e fofos que dá vontade de trazer pra casa rs Adorei cada momento e ainda estou aqui, namorando minha coleção de autógrafos e namorando os outros livros que comprei haha Ainda sonho com os bate-papos e com a minha pessoa pertinho de cada um.

De fato, é muito bom conhecer essas pessoas que a gente admira e tal, porque isso nos inspira, nos anima e nos alegra. Nos dá vontade de seguir nossos sonhos porque eles, de certa forma, acreditam em nós como nós acreditamos neles. E sei que a descrição de tudo está meio pobre, mas é que ainda estou emocionada com tudo e quando fico assim não consigo diferenciar muito e encontrar palavras melhores/certas pra descrever, mas saibam que amei cada momento e adorei poder ter tudo isso gravado na minha memória pra sempre !

Deixo agora as fotos de minha pessoa boba-alegre-risonha e esses mestres literários haha

[ Margaret Stolh já sendo legal desde sempre, né ]


[ As fotos oficialmente da Thalita ainda não saíram, então fiquem com essa do meu celular ]


[ Raphael Montes. No Café Literário a gente podia tirar fotos com as nossas câmeras então pedi a uma menina ]


[Luiza Trigo. Muito amor, né, gente ? Adorei ]


[ Sim, essa sou eu babando na Carol e me achando por ela gostar da minha camiseta e me dar um HP forever rs rs ]


[ Olha o cabelo dela, gente ! Adoro ! ]


[ Ignorem minha expressão de pamonha. Eu contando como conheci os livros pra ele e a moça batendo foto, pensa ! ]


[ Demais, né ? Sem palavras ! ]





[ Olha que fofa, gente! E eu tive a honra de conhecer !!!]
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22 de novembro de 2012

Gelo




E escondeu-se na sombra de seu arrependimento. Estava escuro aquele quarto de paredes escarlates.
     De repente uma fina luz brilhou, um feixe luminoso começou a sair da janela de cristal. Pensou ser sua esperança, mas não. Era o sol morrendo, deu seu último suspiro frente a ela. Rastejou até a janela, a penumbra falecia inconscientemente e sua vida carcomida por suas lágrimas de desespero formaram um lago no quarto.
      E ela juntou forças para nadar, no entanto, uma vez submersa, sem capacidade para emergir, não afogou, não morreu. Parou no tempo.Congelou na sua crueldade fria.

''I don't want to change the world
I just want to leave it colder''
                       Breaking Benjamin - I Will Not Bow
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15 de novembro de 2012

Soul



''Estou perambulando até o fim da existência''                                                  Zombie - The Pretty Reckless

  Bom, na verdade ela não sabia por onde tinha andado. Suas buscas há muito deixaram de fazer sentido. Quero dizer, havia razão ? Tanto conhecimento sendo empurrado cabeça a dentro, tanta informação vinda de fora, tanta coisa sendo absorvida, coisas que ela julgou necessárias para sua vida corrupta, simplória e sem perspectivas.
   Oras, encontrara um espelho quebrado no chão manchado de lágrimas vermelhas. Oh sim, escarlate como sangue. O sangue dela.
  Quantos sonhos foram sonhados ? E quantos destes foram baseados naquelas razões ? As quais ela buscaram em tanta informação ? Erroneamente julgadas como corretas e precisas. Quantos dizeres saíram de sua boca suja, ditos em alto e bom som a todos que quissesem ouvir uma palavra acalentadora. Sim, ela fazia. E sim ela queria, ela acreditou. No fim de nada adiantou, como sempre, como todos.
   Fitara o espelho, seu reflexo a assustou. Como viera a torna-se aquele monstro ? Era como no livro '' O Retrato de Dorian Gray'', por fora um ser bom, mas a alma velha, suja, monstruosa e corrupta, maldosa e sem motivos.


''E o que o trastornava era a morte em vida de sua própria alma.'' 
                                                    O Retrato de Dorian Gray, página 235
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11 de novembro de 2012

Autopsicografia

 

O poeta é um fingidor.
Finge tão completamente
Que chega a fingir que é dor
A dor que deveras sente.

E os que lêem o que escreve,
Na dor lida sentem bem,
Não as duas que ele teve,
Mas só a que eles não têm.

E assim nas calhas de roda
Gira, a entreter a razão,
Esse comboio de corda
Que se chama coração.


Fernando Pessoa
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10 de novembro de 2012

Manifesto


Eu acho que estão tentando me controlar. Tentando fazer um tipo de lavagem cerebral. Através de medicamentos e das comidas. Eu sempre desconfiei disso. E tem um sentido até, quero dizer, como podemos ter certeza que o comprimido que estamos tomando é para aquele problema mesmo?Nós estávamos lá quando o manipularam? Nós vimos as substâncias que colocaram na cápsula? Pelo que sei, pode muito bem ser um tipo de droga especializada em confusão mental. Parece coisa de louco, mas acho que foi a forma como coloquei. Pense dessa maneira: droga especializada na reestrutura da mente. Faz mais sentido para quem nunca pensou nisso.

 Vez por outra eu acordo com a cabeça doendo, mas não uma dor de cabeça comum, e sim uma diferente, eu ainda estou dormindo quando ela vêm, e é como se algo tentasse fazer meu cérebro sair, não tem como explicar. Pode ser radiação do celular mesmo eu deixando o meu na mesa, o que é outra coisa que penso também ser uma forma de manipulação. Pensem bem, eles nos passam essa ideia maravilhosa dos celulares e todas outras tecnologias, quando na verdade cada segundo que passamos com essas coisas ao nosso lado, é mais um pouco de radiação para o nosso corpo. Logo, a sociedade manipulada estará morrendo de câncer e outras doenças, e teremos de pagá-los para viver. É bem isso que eles devem estar pensando. E nossa comida, quem garante que não há outras drogas, venenos de efeito menos prejudicial que os clássicos mortais, mas efeitos de longo prazo. Quando estivermos morrendo de ‘’intoxicação alimentar’’, vamos culpar a idade e tal, quando na verdade foi planejado.

É tudo planejado, a elite há muito no poder pensou em tudo. E como nós, seres insignificantes perto do poder que eles têm, não somos nada. Não podemos fazer nada. E essas constantes mudanças no meu humor, acho que é efeito deles. Eles devem estar me vendo agora, sei lá. É bem possível. Todos conhecem o poder da CIA e FBI e essas coisas. E não adianta falar que eles nem sabem da minha existência, pois devem saber. Eles sabem de tudo. Sem falar que as sociedades secretas têm contato no mundo todo. Podem ter um filho da mãe bem na minha rua, observando cada passo meu e cada falha. Cada comida e cada medicamento, cada mudança de humor e cada... Eu só tenho medo de me capturarem e me manipularem na mesa de cirurgia. Se fizerem isso eu não vou me lembrar de nada, e não poderei contestar como faço agora. Então serei parte deles, mas não da forma como gostaria, ou seja, ao lado dos poderosos, farei parte deles mas serei a marionete deles. E eu não quero isso. Acho que... Sei lá, eu queria poder agir.


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3 de novembro de 2012

Cismar sozinha à noite





O Céu conversou comigo um dia antes daquele dia. Ele acendia e apagava, e de repente gritava. Forte e alto para todos ouvirem, mas senti que se direcionava a mim tanta fúria. Estava escuro como trevas e quando eu menos esperava ele brilhava estrondosamente, e gritava em meus ouvidos coisas que só pude compreender quando o Vento traduziu para mim. Acho que foi um aviso. Um aviso de que o tão aguardado dia seria terrível e cheio de falhas. E sim a profecia fora cumprida, como não percebi antes é um mistério que desconheço. Agora, ''em cismar sozinha à noite'', cá estou eu novamente, sem ter para onde ir nem o que pensar, sem forças para levantar ou querer lutar. Extraíram meu Ser até a última gota, e eu desejei meu fim, minha paz. Mas, não tenho coragem para isso. De que valeram todas as horas frente aqueles ditos conhecimentos ? De que valeram se não se atrelaram à minha mente improficiente ? Diga-me você que agora julga-se tão capaz. Eu desejo-te toda a minha dor, quem sabe tu serás hábil em guardá-la cuidadosamente em uma caixa preta, tão negra quanto minha alma.
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29 de outubro de 2012

O sonho





   Ela estava dormindo, de repente acordou em um cemitério. Havia corvos nas árvores e ela caminhava sozinha. As árvores pareciam ter sido queimadas, mas não havia cheiro de fogo. Estavam pretas de trevas. O céu, no entanto, estava claro e belo. Ela continuou a caminhada até que parou assustada. Havia uma lápide com seu nome nela. De súbito a tumba se abriu, e um caixão preto agora estava em cima desta. Ele abriu-se sozinho e uma moça de vestido branco jazia morta ali. Era ela mesma, e isso a assustou ainda mais. 
    Mas ela fitou o corpo depois de acalmar-se, achou instigante observar-se morta. De repente, pombas surgiram e pássaros negros diferentes dos corvos passaram a se aproximar, ela os afugentou, não queria que devorassem seu corpo.
   
Fechou o caixão e coloco-o de volta na tumba. Enterrou a si mesma.

PS: Essa descrição foi um sonho que tive há algum tempo, foi interessante e achei ainda mais ter que registrá-lo, não é a primeira vez tão pouco será a última que sonho com a morte, seja ela de minha pessoa seja de outras.
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21 de outubro de 2012

Reflexão ou qualquer outra coisa.

    É sabido que somos seres faltantes. Ou seja, sempre buscaremos algo que nos faça feliz. E esse '' algo'' é sempre efêmero. Isso quer dizer que em determinada época que encontramos o algo, logo em seguida ele não nos satisfaz mais, e passamos a buscar outros 'algos'.
    Ainda assim, da mesma forma que somos seres faltantes somos seres angustiados, ou como diria o filósofo Sartre, nós somos a angústia. Acompanhada ou inerente à angústia está a tristeza. Quando de fato não conseguimos o algo que tanto batalhamos a tristeza torna-se maior. Na verdade, nem precisamos estar buscando alguma coisa, a melancolia está intrínseca ao que podemos chamar de natureza humana. Isso devido ao fato de os seres humanos vivenciarem a realidade tal qual ela é. Em suma, nossa vida é  agonia. É um pensamento ruim, mas real.

   O trabalho como forma de dignidade ou construção da vida do homem é tão antigo quanto a existência do mesmo.  O mundo hoje é capitalista, logo o trabalho está sob um pedestal. Se tens um trabalho és um ser digno, caso contrário és um ser deplorável. A questão no entanto, é que o trabalho paga as dividas e não as tristezas. Mas, dentro dessa mesma questão encontramos outra: Como pode um ser angustiado e tristemente   miserável trabalhar ? Vemos claramente hoje o que acontece. Depressão. O mundo está doente, as pessoas estão. Logo, há divergências quanto ao esforço físico para conseguir dinheiro. Para que você quer esse dinheiro ? Para encontrar o seu ''algo'' ? Para distrair ? Para fugir ? Enfim, qual o seu buscar ? O trabalho vem como solução de todas essas perguntas. Da mesma forma que responde à afirmação de tristezas não pagam dividas. Mas, as alegrias também não. Portanto, não importa o seu trabalho, por que trabalha, você está fadado a tristeza como todos. A tristeza de nenhuma das pessoas salvou-as de uma ''divida''. A não ser um escritor que escreve um poema ou texto sobre sua tristeza e esses vendem muito e assim ele paga as dividas. Mas, normalmente as pessoas se reergueram do momento mórbido e trabalhou. Logo depois voltou-se para a melancolia é claro. Ou seja, os seres humanos são condenados, cabe contudo, a cada um decidir como irá cumprir uma certa sentença. Nenhuma é reconfortante, mas podemos decidir quando sucumbir de certa forma às dividas geradas pelo sistema consumista e capitalista.



( Este texto foi um pedido de redação da aula de filosofia em cima do tema ''Tristezas não pagam dívidas, o trabalho paga'', eu sei que ficou bem filosófico ou não sei se fugiu do tema, mas foi o que escrevi.)
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9 de outubro de 2012

The Master Pain






    Imagine-se em um quarto branco e fechado. Você abre os olhos e vê o teto manchado. Manchado de olhares que passaram por ele, não uma ou duas, mas várias vezes. Em seguida você vira seu pescoço para o lado com muito esforço, é claro, e vê sua mãe sentada em uma cadeira desconfortável, e não pode ver o rosto dela, pois ela o apoia nas mãos enquanto chora silenciosamente para não te acordar.
   
Você retorna a posição de dormência e fecha os olhos, não por estar com sono, mas por estar cansado de mantê-los abertos. Teme que os feche e nunca mais os abra, contudo fica indeciso entre ser algo bom ou ruim. As dores, todas elas terão um fim, mas a agonia e desespero daqueles que o amam e o acompanharam até o presente momento terão o seu auge assim que der seu ultimo suspiro.
   
Não, você não diz adeus, pelo menos não naquela hora. Você respira, sim, com dificuldade, mas com muita força solta um gemido para mostrar que ainda está vivo. Sua mãe se levanta e enxuga as lágrimas, olha para você e diz: Que bom que você acordou.
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3 de outubro de 2012

Plenilúnio





      Eu estava olhando a lua cheia quando subitamente ela desapareceu. Como em um passe de mágica. E logo, eu pensei: Como ? Como isso aconteceu ? De repente, o céu por completo estava negro, sem estrelas, sem lua. Eu estava na sacada, e um frio descomunal tomou conta do ambiente, do mundo por completo. E finalmente compreendi, que a lua cheia não havia desaparecido, o céu é que havia entenebrecido. Foi então que me dei conta, de que o frio era a vida morrendo. A vida de todos ao meu redor, assim como a minha vida, minha alma havia se perdido nas trevas há tanto tempo. E sem ação, como sempre, eu contemplei o céu de trevas. E foi bom, pois pude depreender a razão de todo o resto.
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27 de setembro de 2012

Ensejos.





E lâminas, e dor, e lâminas e cortes.




    E fui idiota ao pensar que haveria de ter passado aquele tempo. O qual eu silenciosamente aliviava minha angústia de outra forma que não fosse escrever.
   Não sabem que as palavras vociferadas machucam. Não sabem como penso nem o que quero. Mal sabem que eles me ferem. Todos. Todos vocês. Não que se importem, mas são poucos que irei revidar.
   Como gostaria eu, de ser boa e capaz. Como gostaria eu, de conseguir. E sonhar e crer e realizar. Mas não, não sou assim. Ninguém, contudo há aqueles que algo alcançam, pequeno mas sim alcançam.
   Foram-se os tempos de glória. Ensejo um leito para pousar minha cabeça e corpo pesado. Ensejo um leito, negro com forro roxo, de mármore e quente. Ensejo uma paz. De tudo, de todos, de mim.
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22 de setembro de 2012

Meu Ser


A precípua parte de meu ser, nesse momento, como em tantos outros, sucumbiu à morte.

  Nunca havia eu de ter andado com tanta diligência. Contudo, não consigo enxergar onde foi o erro. Como, e mais importante por quê. Por quê sou assim ? Poderia mudar ? Transformar ?
   Metamorfizar ? De fato, se  pudesse, já o teria feito.
  Essa minha condição é inerente à minha dor. Não compreendo, não sei, tenho medo e falharei. São tantas palavras, tantos sermões. É muita pressão. Querem minha glória ? Não, não querem. Apenas fingem querer. Fingem. E isso me enoja. Acabrunhada eu me sento. Soturna eu caio. Inativa estou.
      Tempos obsoletos. Sim, ensejaria eu vivê-los.
  E agora o que irei fazer ? Mal sabem que não faço ideia. Decidi há um certo tempo o meu futuro, mas não compreendem que não sou capaz de alcançá-lo. Não por falta de vontade, mas sim, incapacidade. É como se eu estivesse morta por dentro, morta há um certo tempo.
  Sempre que estou caminhando, sempre que creio enganosamente que estou na estrada certa de alguma forma essa digressão corrupta me invade o espírito. Isso é claro, se eu tenho alma. E incessantemente eu me levanto, e tento uma, duas e três vezes ou mais. Sempre na crença de que um dia vencerei. Mas quando é que vou admitir, que perdedores e fracos não vencem ? Que sempre haverá, os fortes e os melhores. Usar de subterfúgios não adianta. Os moralmente corretos são por natureza complacentes e dessa forma não são devassos é claro e isso faz deles, os escolhidos.
  Meus escritos inauditos só me servem de refúgio desse mundo sem glória. Uma fuga das pessoas esquecidas da vida, de mim e delas próprias.


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16 de setembro de 2012

Canção da Angústia




Minha terra tem corruptos
Que só pensam em roubar
As pessoas que aqui vivem
Não querem mais lutar.

Nosso céu tem mais prédios
Nossas várzeas tem mais poluição
Nossos bosques não existem mais
Nossa vida é só destruição.

Em cismar, sozinha, à noite
Mais tristeza encontro cá
Minha terra tem corruptos
Que só pensam em roubar.

Minha terra traz-me dores
Que tais não sei como cessar
Em cismar, sozinha à noite
Mais tristeza encontro eu cá
Minha terra tem corruptos
Que só pensam em roubar.

Não permita povo que eu morra
Sem que eu consiga meios para vencer
Sem que eu desfrute de um país limpo
Onde com justiça possamos viver
Onde os corruptos hão de sucumbir
E de uma vez por todas parem de nos destruir.


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9 de setembro de 2012

Insônia


''Não durmo,jazo, cadáver acordado, sentindo,

E o meu sentimento é um pensamento vazio.

Passam por mim, transtornadas coisas que me sucederam,

__Todas aquelas de que me arrependo e culpo;

Passam por mim, transtornadas,

coisas que me não sucederam

__Todas aquelas de que me arrependo e culpo;

Passam por mim, transtornadas ,coisas que não são nada,

E até dessas me arrependo,

me culpo, e não durmo.''

                                Álvaro de Campos ( heterônimo de Fernando Pessoa )
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25 de julho de 2012

Outro LiteraCidade

Pois é. Mais um poema meu será publicado pela Editora LiteraCidade!

O Poema de título - Poema Sujo -, assim como o Eterna Partitura que foi Destaque Especial Prêmio Nacional de Literatura do LiteraCidade , é inédito.

Esse concurso ( que não é concurso,pois foram escolhidos poemas que se encaixavam na temática pedida pela Antologia ) tem como título "Para Amar Em Todos os Tons, em rosa, roxo e rubi" . É uma antologia de poemas e contos de caráter sensual ( rosa ) libidinoso ( roxo ) e erótico ( rubi ) . Não sei em qual deles meu poema se encaixa, porém, o fato de eu nunca ter escrito nada parecido favoreceu para que ele se mantivesse guardado entre os rascunhos do blog.

Enfim, só lerão depois que ele sair no livro mesmo. Vou terminar o post com o tema do próximo post - O Artista não tem que se explicar - , da mesma forma nem tudo o que escritor, no caso, escreve é aquilo que ele viu, vivenciou ou sentiu. Tomemos como exemplo o escritor que nunca foi para guerra, mas escreve sobre ela.

É isso, pessoas! Estou muito feliz e também no aguardo do resultado da seleção dos contos para o qual eu mandei meu conto Vampires ( disponível no blog ), porém, com muitas modificações...
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20 de julho de 2012

Prêmio LiteraCidade

Parece até que estou vivendo em um Universo Paralelo onde todos os meus sonhos se realizam. É com muita emoção e orgulho rs que venho informar que meu poema - Eterna Partitura - foi Destaque Especial no Concurso Literário LiteraCidade! Não é primeiro, nem segundo lugar eu sei, mas foi destaque o que significa que eles leram e gostaram e isso pra mim significa muita coisa. Pelo que me falaram vão publicar os textos que foram destaques especiais também!

Enfim, é isso ! Outra enorme notícia que acabou com qualquer tristeza que eu tive hoje de manhã ! A certeza de que isso é o que quero é ainda maior e vou continuar lutando para ser conhecida e reconhecida como escritora!

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14 de julho de 2012

Poemas Publicados

Oi, oi, gente ! Com um dia de atraso trago a notícias de mais dois bebês que chegaram ontem !
Os meus poemas Eterna Partitura e Poema Sujo que eu já havia mencionado terem sido escolhidos pela Editora LiteraCidade para fazerem parte de dois livros chegaram ontem !

Quero dizer, as antologias chegaram, né.





O poema Eterna Partitura foi Destaque Especial no Concurso Jovem LiteraCidade categoria Poemas Avulsos e o poema Poema Sujo foi escolhido para fazer parte da Antologia Para Amar em Todos os Tons.

Infelizmente, não disponho de um número de exemplares para dar e/ou vender como aconteceu com o Horas Sombrias no qual eu tinha 20 exemplares para serem vendidos, mas você pode comprar os livros do LiteraCidade no site www.literabooks.com.br e assim que eu tiver alguns livros comigo aviso aqui no blog.

Enfim, é isso, gente! Tô muito feliz mesmo porque é mais uma conquista que significa muito pra mim!

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12 de julho de 2012

Antologia Horas Sombrias

É com muita alegria e emoção que comunico a vocês que meu conto O Pianista foi escolhido para ser publicado na Antologia Horas Sombrias da Editora Andross. Os livros, porém, irão sair em Agosto. O conto original pode ser lido aqui - O Pianista - Blog -  , no entanto, ao mandar para o Concurso eu modifiquei várias coisas e juntei com outro conto - O Mágico ( e o ) Piano - além de modificar ainda mais.

Ter meu conto escolhido só fez aumentar minha ânsia pela escrita, bem como pelo desejo de ser reconhecida mundialmente como escritora. Escrever é minha vida, de fato. Acho que hoje não durmo direito rs, afinal, é meu primeiro concurso literário ganho depois de ter participado de tantos,não é ? Enfim, é isso.

PS: Eu havia postado o Conto aqui, mas decidi esperar pelo livro rs


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A Pianista (e a) Sereia - Parte II

Camni estava em sua casa antes abandonada e malcuidada, pois a maioria dos moradores do bairro não ousaram entrar na casa após a saída dos ...