Contradição II

Eram tantas escolhas, que ela se perdeu em meio às perguntas, sem ter para onde correr nem alguém que pudesse responder, ela se perdeu em mundo que ela pensava ser seu.




Devaneios na aula de física.

Contradição

Havia uma concepção de destino que era incompreensível, mas até que fazia sentido. O verbo 'Existir' por tempos perdurou em seu frágil ser, contudo, no interior de sua complicada mente, subitamente emanou uma ideia de luta. Por fim, se reergueu, e imaginou em um futuro nem tão distante, um ser desconhecido proclamando as palavras: Ela Venceu !




Devaneios na aula de física.

Ser Maldito

Ela se transformara em um ser maldito, de fato. Algo sem explicação. Ela era uma contradição. Não se definia. Não tinha identidade. Creio que nunca tivera. Viera a se tornar algo sem vida, e quando aparentava ter, era na verdade uma máscara.
   Talvez esses sejam os motivos de tanto ódio. Ela sempre encontrava razões inúteis para odiar, alguém, um fato, uma coisa. Enfim, o mundo. Não era maligno, era maldito, era cruel, era irreal. Não entendia,  não se entendia. Ela não sabia.
  O que era então? Ser humano amargo, o preço por sua incapacidade sempre fora o sofrimento alheio. E ignorância que regia seu âmbito mórbido não a permitia evoluir. Tanto conhecimento adquirido em vão. Não se pode mudar a natureza mental.
  Sua mente atormentava o corpo indefeso. Sua mente. Mente. Como pode um monstro pensar? Nas histórias de terror, estes sempre buscavam matar, destruir, ferir. Exatamente por isso eram considerados inferiores, por não ter a capacidade de amar, de não machucar.

   E ela? Seria um monstro? Claro que sim, contudo, não como os das histórias. Como já dito em escritos anteriores, era um monstro disfarçado de ser humano. Um monstro sem consciência. Que não tem razão, não tem ''coração'', não tem vida. É um ser maldito. 

Sono.

Os olhos estão cansados. A mente trabalha incessantemente contudo, sem resultados. O corpo pede um leito com lençóis brancos e um travesseiro fofo. Os olhos cansados pedem uma força para manterem-se abertos. E agora ? Ela perguntara a si mesma. Não sei horas, respondera. Vou dormir. Quem sabe, não mais acordarei.

Monster.


Era uma vez...
  Um monstro. Não era horrendo como na  mitologia, tão pouco era belíssimo como nos contos de fada. Era um monstro incomum. Era um monstro, disfarçado de ser humano. Ao longo de sua vida simplória, cujo único objetivo era ferir seus ''semelhantes'', havia apreendido as artes do ódio e do sofrimento. Sempre conseguira a alguém machucar, matar silenciosamente ao poucos. Tirava-lhe a alegria apenas com o olhar e finalizava com palavras amargas e consciente de seu poderio maléfico, este monstro, imortalizado nestas palavras, viveria carregando consigo a dor daqueles que se entregavam à sua angústia, à sua reação de fracasso...Se entregavam ao seu desprezo e seu medo de falhar. Monstro, nunca antes conseguiria ser feliz ou ficar bem, com seu Eu e com os outros ao redor. Era sua natureza, e contrariando os Existencialistas, ele tinha a quem culpar. Não a si mesmo, mas sim, todos que o haviam matado primeiro. Em um passado não tão distante,  haviam tirado-lhe a vida e fizeram deste ser inocente um grande Monstro.

Efêmero.

Há muito que não escrevo com verdade, ou pelo menos não consigo mais. O devaneio de uma força inexistente toma conta de meu ser. O que acontece com esse corpo morto ? O que antes era real e algo a ser idealizado, hoje não mais se enrijece. O que farei ? Estou tão perto da resposta como já estive de estar viva um dia. Se é que vivi. Pois hoje tão cedo e tão perto deixei de existir.

I

''Deveras o lobo atacou Joe, contudo não o matou ou estraçalhou seu corpo frágil como era de se esperar,mas em um salto rápido, alto e incomum o lobo se aproximou de Joe, encarou o garoto e mordeu seu braço direito. Em seguida virou-se para a escuridão de trevas que cobria a floresta atrás de Joe, olhou para trás e o viu cair sentado no chão gemendo e se contorcendo de dor. O lobo como se tivesse a capacidade de pensamento humano, caminhou alguns passos lentos e depois desapareceu atrás das árvores sombrias da floresta.''
              

Lobisomem- O Chamado Da Meia-Noite, página um.

Pó.

''The other me is dead - Spliknot''

 Realmente, o outro 'eu' está morto. Há quanto tempo não sei dizer. Sei apenas que não existe mais, isso que eu chamo de corpo , isso que você vê vagando sem razão, isso eu não sei dizer o que é. Tão pouco sei como esse ser sobreviveu e como chegou a esse ponto. É um zumbi, ou um 'corpo' oco, de alma morta. Sem vida e sem motivo. Deixado de lado, esquecido pela nação. A sua própria nação. Sua nação interna. Os sorrisos deste corpo são frustrações disfarçadas. As alegrias deste corpo, são agonias ultrapassadas. E esse corpo, meu caro, esse corpo é um monte de pó. Jogado ao vento. Jogado ao vento.

Será solidão ?

    Eu não tenho medo da solidão. Na verdade, nunca tive. Ou pelo menos, nunca ousei ter. Ao contrário da maioria que busca sempre alguém, sempre algo para preencher, eu nunca busquei nada ou...Alguém.
    Se hoje as pessoas a minha volta não fugiram de mim, ou aquelas que vieram até mim, não foi por que eu corri atrás por assim dizer. Eu deixei que viessem, pois eu nunca senti a necessidade de procurar. Claro que não contesto essas pessoas, aprecio as companhias. Mas, sou um tanto diferente. Quero dizer que, se eu de alguma forma fosse parar em um universo paralelo onde o único ser humano existente fosse a minha pessoa, eu não me sentiria solitária.
    Eu teria o silêncio só para mim, e poderia ter o som também. As leis da física e química, enfim a ciência diz que os seres humanos foram feitos para viver em sociedade. Será mesmo ? E daí que vários loucos já se afastaram da cidade, contudo não da cidade propriamente dita,mas da sociedade e das pessoas amargas ali presentes.
    Estes loucos se afastaram e foram viver isolados em montanhas, florestas, cavernas e a ciência diz que não foram bem sucedidos, uma vez que, ficaram loucos. Não, não e não. Isso é mentira ! Eles já eram loucos. Os outros os havia deixado loucos. Um individuo que abandona sua vida dada como normal para viver uma outra totalmente diferente, esse não é o louco e sim o normal. Ele está fugindo, fugindo. Do mal que lhe assola a mente, a vida, o corpo frágil. As pessoas a sua volta são o mal. Causam-te mal, e ele não suportava mais isso.
    Então ciência, ele não ficou louco por que tentou viver sozinho, ele ficou louco por que teve que tomar essa decisão. A solidão é algo muito relativo, muito relativo. Alguém solitário nem sempre é alguém sozinho. Caso contrário, não haveria tantas pessoas no mundo vivendo em sociedade com um sentimento solitário batendo no peito.
   Solidão implica um estado de quem se acha só. Então pergunte-se, não se aquela determinada pessoa é solitária, pergunte-se o motivo de ela o ser. Vai mudar alguma coisa ? Não.
Claro que vai. Vai mudar a sua ignorância.
   Eu não me sentiria solitária em um universo paralelo cujo único sobrevivente seria minha pessoa. Eu não me sentiria solitária, não como eu me sinto aqui.

Inner Vision: Doom

Inner Vision: Doom: "Acho que o mundo vai acabar em preto e branco, igual a um filme antigo. (Cabelo preto como carvão, amor, pele branca como a neve.) Talvez...

Um livro.

Um livro. Ela havia se tornado um livro. De páginas negras e palavras vermelhas. Ela havia se tornado um livro.

Mas como assim um livro ? Simplesmente um livro. De páginas negras e palavras vermelhas.

 Isso aconteceu devido a um fator: De tanto ler e buscar uma realidade paralela nos livros, ela percebeu que ela sempre fora um livro.Faltava apenas um pó mágico para dar-lhe a magia da transformação. E foi assim, lendo e lendo a cada novo dia um novo livro, outros nem tão novos, outros com páginas amareladas e desagastas, mas ainda assim mágicos e capazes de levá-la a mundos raramente visitados.

 Porém, ela sempre tivera uma alma sombria, pensamentos estranhos e por isso se transformara em um livro negro de palavras vermelhas, vermelhas de sangue. Sangue. Ela nunca havia derramado sangue, mas ela sentia-o na boca, pois sentia angústia, a angústia de viver solitariamente ainda que cercada de muitos.

E foi assim que aquela jovem viera a se tornar um livro, como os outros tanto que havia lido, como os outros tantos que havia lido...

Sociedade Corrupta



Olhe bem ao seu redor e fique ciente dos fatos. Vivemos e convivemos há milênios, e ao invés de progredirmos juntos, nos distanciamos do bem comum. Uma vez que julgamos desnecessariamente, e o que deveria ser julgado é tido como imune frente a justiça. Profissionais tais como professores sendo desvalorizados enquanto bandidos de terno e gravata são vangloriados diante da multidão ignorante. O que estamos fazendo ? Para onde estamos indo ? Até quando vamos permitir ? Você acha que não é nada demais, pois não chegou a afetar a sua vida a frase : ”Vai ser professor ? Vai morrer de fome.” Ou talvez tenha afetado, mas você é covarde demais para ter atitude.

25.01.2012

Escritor.



Por que antes de tudo escrevo para mim. Para não enlouquecer, para desabafar e para rimar simplesmente. Escrevo para mim e os outros que se quiserem que leiam. Ser escritor é isso.

23.01.2012

Sofia.



Quando sua vida começa a desmoronar, quando seu mundo começa a cair, me diga jovem ser, o que fazer ? Quando seu passado te tortura, seu futuro te amedronta e seu presente não define em algo sólido. Você grita por ajuda, mas quem escuta se recusa, e quem deveria não te ouve, quem está contigo sempre, agora parece se afastar e isso te machuca não machuca,jovem ser ? O que lhe resta agora ? Correr ? Se esconder ? Chorar? Use a razão. Mas que razão resta para alguém que já ficou louco, para alguém que não sabe mais quem é ? Que razão resta num corpo desprovido de motivação ? Como você vai lutar jovem ser, agora que estão te deixando para morrer ? Irá se reerguer,jovem ser ? Irá rir agora ? De que adianta sorrir se tua vida não faz mais sentido ?

23.01.2012

21.12.2012



A maioria das pessoas agora esta a par da profecia Maia que de acordo com a mídia prevê para o dia 21 de dezembro de 2012 o fim do mundo. Contudo novas pesquisas de arqueólogos de diversas partes do mundo revelam uma outra história a respeito.


”A teoria, amplamente conhecida no país e contada aos visitantes tanto no México como na Guatemala, Belize e outras áreas onde os maias também se estabeleceram, teve sua origem no monumento nº 6 do sítio arqueológico de Tortuguero e num ladrilho com hieróglifos localizado em Comalcalco, ambos centros cerimoniais em Tabasco, no sudeste do país.


O monumento nº 6 do sítio arqueológico de Tortuguero faz alusão a um evento místico que ocorreria no dia 21 de dezembro de 2012, durante o solstício do inverno, quando Bahlam Ajaw, um antigo governante do lugar, se encontra com Bolon Yokte´, um dos deuses que, na mitologia maia, participaram do início da era atual. Até então, as mensagens gravadas em “estelas” (monumentos líticos, feitos num único bloco de pedra, contendo inscrições sobre a história e a mitologia maias) eram interpretadas como uma profecia maia sobre o fim do mundo.


Entretanto, segundo o Instituto Nacional de Antropologia e História (Inah), uma revisão das estelas pré-hispânicas indica que, na verdade, nessa data de dezembro do ano que vem os maias esperavam simplesmente o regresso de Bolon Yokte´. “(Os maias) nunca disseram que iria haver uma grande tragédia ou o fim do mundo em 2012″, afirmou o investigador Rodrigo Liendo, do Instituto de Investigações Antropológicas da Universidade Autônoma do México (Unam). “Essa visão apocalíptica é algo que nos caracteriza, ocidentais. Não é uma filosofia dos maias.


Durante o encontro realizado em Palenque, que abriga uma das mais impressionantes ruínas maias de toda a região, o investigador Sven Gronemeyer, da Universidade Australiana de Trobe, e a sua colega Bárbara Macleod fizeram uma nova interpretação do 6º monumento de Tortuguero. Para eles, os hieróglifos inscritos na estela referem-se à culminação dos 13 baktunes, os ciclos com que os maias mediam o tempo. Cada um deles era composto por 400 anos. “A medição do tempo dos maias era muito completa”, explica Gronemeyer. “Eles faziam referência a eventos no futuro e no passado, e há datas que são projetadas para centenas, milhares de anos no futuro”, afirma.


A céptica explicação científica e histórica vai de encontro à crença popular no México, um país onde há quem procure adquirir os conhecimentos necessários para sobreviver com o seu próprio cultivo de alimentos no caso de uma catástrofe mundial. Muitos dos que vivem fora procuram regressar ao país porque sentem que precisam de estar em casa em 2012, e há empresas que oferecem espaço em bunkeres subterrâneos, com todas as comodidades.


Afinal, o possível fim do mundo também é negócio. O próprio governo mexicano lançou uma campanha para promover o turismo no sudeste do país, onde estão localizados os sítios arqueológicos maias.”


Fonte: http://naturlink.sapo.pt/article.aspx?menuid=20&cid=46921&bl=1


Entretanto nos dias que se seguem qualquer um esta podendo dizer que o fim do mundo será em tal dia. Visto que o ser humano tem sido determinado em usar os recursos da natureza para satisfazer seus desejos. Se não pararmos para ter a consciência de que nós precisamos da mãe natureza e não ela de nós, ela é que vai tratar de trazer um fim do mundo para a humanidade.

23.01.2012

Pensando

Eu estou morrendo? O que é morrer sem deixar a vida? É o que acontece com meu corpo e mente, respiro sim, mas não vivo, ou será que existo em um mundo paralelo que suga minha energia? Não é possível, pois eu supostamente deveria ter uma vida, deveria ser grata e sorrir todos os dias e minutos, mas aparentemente não é isso o que acontece. Quando sozinha, meus pensamentos me torturam, e ao deitar-me em minha cama fria as lágrimas escorrem contra minha vontade. Vez por outra acordo semiviva, pois meu corpo anda, mas minha mente não o acompanha. Parece que estou em um buraco negro sugador de vontades, outros raros dias acordo bem disposta, e é preciso um alguém especial para fazer esse estado bom de minha pessoa perdurar o resto do dia. O que acontece comigo? Não sei dizer ou explicar, esperarei alguém ou alguma coisa encontrar a resposta para esse meu dilema.

21.01.2012

Diálogo com um Voz Misteriosa


-O que te faz pensar que vale a pena continuar?
-Ora, não sei, eu apenas acredito que vale a pena.
-Quem te disse isso ?
-Isso o que ?
-Que vale a pena.
-Ninguém oras, a gente apenas sabe. Afinal de contas quem é você?
-Quem sou eu ? Quem sou o que ?
-É você, essa voz que está falando comigo.
-Oras, eu sou a voz da razão, da sua consciência se você quiser, eu sou o tudo, e o nada também.
-Então você é Deus ?
-Claro que não, sou apenas uma voz, e eu te digo, nada vale a pena acredite.
-Como você sabe?
-Oras, eu já tentei e fracassei várias vezes, além do mais, sou apenas uma voz, logo eu tudo posso ver.
-E ainda assim não é Deus ?
-Não se pode discutir Deus hoje em dia, além do mais, Ele não se mete na sua vida, quando você falhar não poderá O culpar.
-Entendo, mas então por que vivemos ? Se nada vale a pena ?
-Oras, nós vivemos por que tememos a morte, e constantemente buscamos meios para evitá-la, quero dizer, para adiá-la.
-Entendo, mas e os sonhos ?
-Sonhos são ilusões, não se deve perder tempo com eles. Se um se realiza é mera sorte.
-E quando você se sente inferior ?
-Isso sempre irá acontecer, pois sempre que você pensar que está fazendo algo certo, virá alguém melhor e te humilhará.
-E como você sabe disso ?
-Oras, eu sou a voz da razão, da sua consciência se você quiser, eu sou o tudo e o nada também, logo eu tudo sei. E sei das verdades universais.
-Então conte-me mais sobre elas.
-Não posso.
-Como assim não pode ? Você não acabou de dizer que sabe das verdades?
-Justo. E é exatamente por isso que não posso sair por aí contando.
-Entendo. Então responda-me uma última pergunta.
-Claro.
-O que fazer quando a vida parece sem sentido, quando parece que somos vazios, quando não temos razões para continuar? Ou lutar ?
-Oras, simples. Chame a Morte.
-Sério ?
-Com certeza, chame-A e Ela dar-te-a Paz.

Personalidade.

Não consigo me definir. Sempre mudo. Estou em constante mudança. Não me aceito. Sempre vou me ferir. Pois, sim eu sou assim. Sou uma oposição. Um castelo destruído pelas bombas da minha própria nação. Não consigo me definir. Cada momento quero ser de um jeito. Pois não tenho identidade. Crise existencialista. Perdição. Âmbito mórbido. Sou um ser morto, e por isso busco rostos e personalidades melhores que meu corpo pútrido. Eu sei que são. Você não entende, pois você dentro de você mesmo encontra algo bom, eu...eu encontro mais escuridão. Ouço vozes. Vejo vultos. Ouço ruídos. Vejo mortes. Tenho medo. E faço temer. Não tenho forças, então as roubo dos frágeis seres que se deixam levar pelas minhas palavras amargas. Fui um monstro. Tornei-me um monstro. Sem alma, sem pudor, sou cheia de dor.

Escrever ?


Já me perguntaram porque eu escrevo sobre dor. E eu respondi:
Sobre o que mais escreveria ?

Questionamento.

Quando questionamos a nossa existência, na verdade estamos querendo entender o porquê dos sofrimentos, dores, medos e angústias; questionamos não o viver em si, mas a agonia de existir, sobreviver. O desconhecer do amanhã, a amargura do ontem e insegurança do presente momento. Tudo começa a perder seu sentido, não temos forças, e você questiona as mínimas coisas, os risos, as brincadeiras até as alegrias, por que você sabe que não vão durar.

Frase I

Não vivo, nem existo, apenas insisto em sobreviver

Reflexo Maldito.


Quando olho no espelho não vejo o que costumava ver. Vejo um monstro, ou como a foto um anjo maligno. Não, anjo não. A palavra anjo denota algo bom, se bem que na cristandade Lúcifer era um anjo antes de se tornar o que podemos chamar de…Demônio. Bom, não sou demônio. Ainda não, mas vim a me tornar um monstro. Que desistiu de tentar, por não querer fracassar e dar gosto aos que me esperam cair. Vejo o reflexo de um monstro que fere aqueles que o rodeiam, que diz coisas que não precisavam ser ditas, que faz coisas que tem como consequência arrependimentos. Sou um monstro, disfarçado de pessoa. Aguardo meu caçador, espero que venha logo, pois ainda que eu seja um monstro sinto pena daqueles que estão confinados a viver com a minha escuridão

Mórbidez.

A respiração arfante diante das palavras lúgubres de minha boca, traz-me de volta a ideia de perdição num âmbito mórbido. Um tênue frêmito: é sua voz atrás de mim. É o que me conforta nessa hora mortiça. Sua sombra de repente torna-te insignia, e subitamente vejo-me soturna, pois ela se afasta sem se despedir. O abismo negro, sombrio e âmago mais uma vez chama meu nome, e dessa vez eu respondo. Não hesito em atender seu pedido, pois agora está tudo perdido.