27 de setembro de 2012

Ensejos.





E lâminas, e dor, e lâminas e cortes.




    E fui idiota ao pensar que haveria de ter passado aquele tempo. O qual eu silenciosamente aliviava minha angústia de outra forma que não fosse escrever.
   Não sabem que as palavras vociferadas machucam. Não sabem como penso nem o que quero. Mal sabem que eles me ferem. Todos. Todos vocês. Não que se importem, mas são poucos que irei revidar.
   Como gostaria eu, de ser boa e capaz. Como gostaria eu, de conseguir. E sonhar e crer e realizar. Mas não, não sou assim. Ninguém, contudo há aqueles que algo alcançam, pequeno mas sim alcançam.
   Foram-se os tempos de glória. Ensejo um leito para pousar minha cabeça e corpo pesado. Ensejo um leito, negro com forro roxo, de mármore e quente. Ensejo uma paz. De tudo, de todos, de mim.
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22 de setembro de 2012

Meu Ser


A precípua parte de meu ser, nesse momento, como em tantos outros, sucumbiu à morte.

  Nunca havia eu de ter andado com tanta diligência. Contudo, não consigo enxergar onde foi o erro. Como, e mais importante por quê. Por quê sou assim ? Poderia mudar ? Transformar ?
   Metamorfizar ? De fato, se  pudesse, já o teria feito.
  Essa minha condição é inerente à minha dor. Não compreendo, não sei, tenho medo e falharei. São tantas palavras, tantos sermões. É muita pressão. Querem minha glória ? Não, não querem. Apenas fingem querer. Fingem. E isso me enoja. Acabrunhada eu me sento. Soturna eu caio. Inativa estou.
      Tempos obsoletos. Sim, ensejaria eu vivê-los.
  E agora o que irei fazer ? Mal sabem que não faço ideia. Decidi há um certo tempo o meu futuro, mas não compreendem que não sou capaz de alcançá-lo. Não por falta de vontade, mas sim, incapacidade. É como se eu estivesse morta por dentro, morta há um certo tempo.
  Sempre que estou caminhando, sempre que creio enganosamente que estou na estrada certa de alguma forma essa digressão corrupta me invade o espírito. Isso é claro, se eu tenho alma. E incessantemente eu me levanto, e tento uma, duas e três vezes ou mais. Sempre na crença de que um dia vencerei. Mas quando é que vou admitir, que perdedores e fracos não vencem ? Que sempre haverá, os fortes e os melhores. Usar de subterfúgios não adianta. Os moralmente corretos são por natureza complacentes e dessa forma não são devassos é claro e isso faz deles, os escolhidos.
  Meus escritos inauditos só me servem de refúgio desse mundo sem glória. Uma fuga das pessoas esquecidas da vida, de mim e delas próprias.


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16 de setembro de 2012

Canção da Angústia




Minha terra tem corruptos
Que só pensam em roubar
As pessoas que aqui vivem
Não querem mais lutar.

Nosso céu tem mais prédios
Nossas várzeas tem mais poluição
Nossos bosques não existem mais
Nossa vida é só destruição.

Em cismar, sozinha, à noite
Mais tristeza encontro cá
Minha terra tem corruptos
Que só pensam em roubar.

Minha terra traz-me dores
Que tais não sei como cessar
Em cismar, sozinha à noite
Mais tristeza encontro eu cá
Minha terra tem corruptos
Que só pensam em roubar.

Não permita povo que eu morra
Sem que eu consiga meios para vencer
Sem que eu desfrute de um país limpo
Onde com justiça possamos viver
Onde os corruptos hão de sucumbir
E de uma vez por todas parem de nos destruir.


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9 de setembro de 2012

Insônia


''Não durmo,jazo, cadáver acordado, sentindo,

E o meu sentimento é um pensamento vazio.

Passam por mim, transtornadas coisas que me sucederam,

__Todas aquelas de que me arrependo e culpo;

Passam por mim, transtornadas,

coisas que me não sucederam

__Todas aquelas de que me arrependo e culpo;

Passam por mim, transtornadas ,coisas que não são nada,

E até dessas me arrependo,

me culpo, e não durmo.''

                                Álvaro de Campos ( heterônimo de Fernando Pessoa )
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Evoluir dói

não sei ao certo como começar esse texto. espero que um dia acorde como eu. é doloroso, parece que seus olhos vão se afogar nas próprias lá...