Ensejos.





E lâminas, e dor, e lâminas e cortes.




    E fui idiota ao pensar que haveria de ter passado aquele tempo. O qual eu silenciosamente aliviava minha angústia de outra forma que não fosse escrever.
   Não sabem que as palavras vociferadas machucam. Não sabem como penso nem o que quero. Mal sabem que eles me ferem. Todos. Todos vocês. Não que se importem, mas são poucos que irei revidar.
   Como gostaria eu, de ser boa e capaz. Como gostaria eu, de conseguir. E sonhar e crer e realizar. Mas não, não sou assim. Ninguém, contudo há aqueles que algo alcançam, pequeno mas sim alcançam.
   Foram-se os tempos de glória. Ensejo um leito para pousar minha cabeça e corpo pesado. Ensejo um leito, negro com forro roxo, de mármore e quente. Ensejo uma paz. De tudo, de todos, de mim.

Comentários

  1. Fabuloso texto, realmente muito bom. E você poderia escrever mal na verdade, que só pela música ser minha preferida já seria um ótimo blog. Parabéns pela habilidade e pelo bom gosto, a 14 do Beethoven é a melhor.

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. Obrigada, fico feliz que tenha lido e gostado. De fato, essa do Beethoven é a melhor, se bem que fica difícil eleger apenas uma dentre tantas músicas maravilhosas dele, mas creio que essa ganha o primeiro lugar rs.

      Excluir

Postar um comentário

Fale comigo, estranho!

Postagens mais visitadas deste blog

Lupus- Parte I

O último poema de amor

Fade Away