Meu Ser


A precípua parte de meu ser, nesse momento, como em tantos outros, sucumbiu à morte.

  Nunca havia eu de ter andado com tanta diligência. Contudo, não consigo enxergar onde foi o erro. Como, e mais importante por quê. Por quê sou assim ? Poderia mudar ? Transformar ?
   Metamorfizar ? De fato, se  pudesse, já o teria feito.
  Essa minha condição é inerente à minha dor. Não compreendo, não sei, tenho medo e falharei. São tantas palavras, tantos sermões. É muita pressão. Querem minha glória ? Não, não querem. Apenas fingem querer. Fingem. E isso me enoja. Acabrunhada eu me sento. Soturna eu caio. Inativa estou.
      Tempos obsoletos. Sim, ensejaria eu vivê-los.
  E agora o que irei fazer ? Mal sabem que não faço ideia. Decidi há um certo tempo o meu futuro, mas não compreendem que não sou capaz de alcançá-lo. Não por falta de vontade, mas sim, incapacidade. É como se eu estivesse morta por dentro, morta há um certo tempo.
  Sempre que estou caminhando, sempre que creio enganosamente que estou na estrada certa de alguma forma essa digressão corrupta me invade o espírito. Isso é claro, se eu tenho alma. E incessantemente eu me levanto, e tento uma, duas e três vezes ou mais. Sempre na crença de que um dia vencerei. Mas quando é que vou admitir, que perdedores e fracos não vencem ? Que sempre haverá, os fortes e os melhores. Usar de subterfúgios não adianta. Os moralmente corretos são por natureza complacentes e dessa forma não são devassos é claro e isso faz deles, os escolhidos.
  Meus escritos inauditos só me servem de refúgio desse mundo sem glória. Uma fuga das pessoas esquecidas da vida, de mim e delas próprias.


Nenhum comentário:

Postar um comentário

Fale comigo, estranho!