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Mostrando postagens de Novembro, 2012

Prólogo II

Imagine-se em um quarto branco fechado. Você abre os olhos e vê o teto manchado. Manchado de olhares que passaram por ele, não uma ou duas, mas várias vezes. Em seguida você vira seu pescoço para o lado, com muito esforço é claro, e vê sua mãe sentada em uma cadeira desconfortável, e não pode ver o rosto dela, pois ela o apoia nas mãos enquanto chora silenciosamente para não te acordar. Você retorna a posição de dormência e fecha os olhos, não por estar com sono, mas por estar cansado de mantê-los abertos. Teme que os feche e nunca mais os abra, contudo fica indeciso entre ser algo bom ou ruim. As dores, todas elas terão um fim, mas a agonia e desespero daqueles que o amam e o acompanharam até o presente momento terão o seu auge assim que der seu ultimo suspiro. Não, você não diz adeus, pelo menos não naquela hora. Você respira sim com dificuldade, mas com muita força solta um gemido para mostrar que ainda estar vivo. Sua mãe se levanta e enxuga as lagrimas, olha para você e diz: Que …

Time, time...

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Quanto de teu tempo jogaste fora, pequeno ser? Oras, não conhece a palavra gestão? Julga leviana e erroneamente, uma vez que não pratica os mesmos atos, mas usa dos mesmos motivos, dentre eles o alívio da frustração.      Não tem pouco tempo, tem pouquíssima força. Entretanto, cansou-se de existir. Teu teto de vidro está trincado e os cacos ferem-te os olhos. Estais cego, o mundo morreu. Ou serias tu? Morreste, pequeno ser? Cansaste de arrepender-te e esta necessidade de provação e aprovação crava-te na cabeça os resquícios de tua iminente depravação e desgraça.     Já pensaste mais de uma vez, e sabes disso, pequeno ser? E agora, o que irás tu fazer?

Bienal do Livro de Minas Gerais 14-23 de Novembro

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Ei, gente ! Ontem foi meu último dia na Bienal e como prometido eu trago a vocês os relatos de minha experiência com a primeira Bienal que fui na vida ! Vou começar a conta tudinho na ordem, desde o meu primeiro dia ( 16.11 ) até os outros dois (21 e 22 ).

No dia 16 de novembro eu fui à Bienal na esperança de conhecer duas grandes escritoras que eu adoro desde sempre e admiro muito: Margaret Stohl e Thalita Rebouças. As duas foram umas fofas, lindas, amores de pessoa. Super simpáticas com todos e na entrevista mega engraçadas.
Margaret é autora da Saga Dezesseis Luas ( Beautiful Creatures ) em parceria com Kami Garcia, e na Bienal ela falou de dois livros que acaba de lançar:  Sirena e o Ícones. Apesar da minha senha ter sido a 71 eu fiquei lá esperando, claro, e valeu a pena. Ela autografou meu livro e tirou foto ( claro, ela fez isso com todos ) mas é a sensação, sabe ? De estar de frente com um ídolo, com alguém que você admira que te inspira e que você gosta. Eu estava nervosa e a…

Gelo

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E escondeu-se na sombra de seu arrependimento. Estava escuro aquele quarto de paredes escarlates.
     De repente uma fina luz brilhou, um feixe luminoso começou a sair da janela de cristal. Pensou ser sua esperança, mas não. Era o sol morrendo, deu seu último suspiro frente a ela. Rastejou até a janela, a penumbra falecia inconscientemente e sua vida carcomida por suas lágrimas de desespero formaram um lago no quarto.
      E ela juntou forças para nadar, no entanto, uma vez submersa, sem capacidade para emergir, não afogou, não morreu. Parou no tempo.Congelou na sua crueldade fria.

''I don't want to change the world
I just want to leave it colder''
                       Breaking Benjamin - I Will Not Bow

Soul

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''Estou perambulando até o fim da existência''Zombie - The Pretty Reckless

  Bom, na verdade ela não sabia por onde tinha andado. Suas buscas há muito deixaram de fazer sentido. Quero dizer, havia razão ? Tanto conhecimento sendo empurrado cabeça a dentro, tanta informação vinda de fora, tanta coisa sendo absorvida, coisas que ela julgou necessárias para sua vida corrupta, simplória e sem perspectivas.
   Oras, encontrara um espelho quebrado no chão manchado de lágrimas vermelhas. Oh sim, escarlate como sangue. O sangue dela.
  Quantos sonhos foram sonhados ? E quantos destes foram baseados naquelas razões ? As quais ela buscaram em tanta informação ? Erroneamente julgadas como corretas e precisas. Quantos dizeres saíram de sua boca suja, ditos em alto e bom som a todos que quissesem ouvir uma palavra acalentadora. Sim, ela fazia. E sim ela queria, ela acreditou. No fim de nada adiantou, como sempre, como todos.
   Fitara o espelho, seu reflexo a assustou. Como viera a to…

Autopsicografia

O poeta é um fingidor.
Finge tão completamente
Que chega a fingir que é dor
A dor que deveras sente.

E os que lêem o que escreve,
Na dor lida sentem bem,
Não as duas que ele teve,
Mas só a que eles não têm.

E assim nas calhas de roda
Gira, a entreter a razão,
Esse comboio de corda
Que se chama coração.


Fernando Pessoa

Manifesto

Eu acho que estão tentando me controlar. Tentando fazer um tipo de lavagem cerebral. Através de medicamentos e das comidas. Eu sempre desconfiei disso. E tem um sentido até, quero dizer, como podemos ter certeza que o comprimido que estamos tomando é para aquele problema mesmo?Nós estávamos lá quando o manipularam? Nós vimos as substâncias que colocaram na cápsula? Pelo que sei, pode muito bem ser um tipo de droga especializada em confusão mental. Parece coisa de louco, mas acho que foi a forma como coloquei. Pense dessa maneira: droga especializada na reestrutura da mente. Faz mais sentido para quem nunca pensou nisso.
 Vez por outra eu acordo com a cabeça doendo, mas não uma dor de cabeça comum, e sim uma diferente, eu ainda estou dormindo quando ela vêm, e é como se algo tentasse fazer meu cérebro sair, não tem como explicar. Pode ser radiação do celular mesmo eu deixando o meu na mesa, o que é outra coisa que penso também ser uma forma de manipulação. Pensem bem, eles nos passam …

Cismar sozinha à noite

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O Céu conversou comigo um dia antes daquele dia. Ele acendia e apagava, e de repente gritava. Forte e alto para todos ouvirem, mas senti que se direcionava a mim tanta fúria. Estava escuro como trevas e quando eu menos esperava ele brilhava estrondosamente, e gritava em meus ouvidos coisas que só pude compreender quando o Vento traduziu para mim. Acho que foi um aviso. Um aviso de que o tão aguardado dia seria terrível e cheio de falhas. E sim a profecia fora cumprida, como não percebi antes é um mistério que desconheço. Agora, ''em cismar sozinha à noite'', cá estou eu novamente, sem ter para onde ir nem o que pensar, sem forças para levantar ou querer lutar. Extraíram meu Ser até a última gota, e eu desejei meu fim, minha paz. Mas, não tenho coragem para isso. De que valeram todas as horas frente aqueles ditos conhecimentos ? De que valeram se não se atrelaram à minha mente improficiente ? Diga-me você que agora julga-se tão capaz. Eu desejo-te toda a minha dor, que…