Aleatórios II

Esse é outro poema que eu fiz com a Rafaela.

“Olhos que choram, a desgraça dos bons;
olhos que veem o declínio dos sãos.
Olhos egoístas que contentam em olhar;
olhos condenados, a só observar.
[…] digo o mesmo das feridas.
Feridas que latejam as consequências do corte;
feridas que doem na carne sem sorte.
Feridas que ardem o buraco do peito;
feridas que lembram cada anseio.
[…] e digo o mesmo das vozes.
Voz que grita a dor do silêncio;
voz que canta a canção do inocente.
A voz que ecoa o trecho da morte
vozes que esperam que nos conforte.
E mais uma vez cantamos…mudos
Não adianta estão todos surdos
Gritamos ao céu uma resposta
Ele rebate, sua voz é estrondosa
Raios e trovões mancham de branco
As trevas cheiram o nosso pranto
Quanta lamúria foi enterrada
No chão sujo de uma palavra mal tratada
Na sua mente ecoa o silêncio do cessar vida
Enclausurou-se sozinha no coração que batia
Em teu peito o anseio do descanso gritou
Socorro! Estou caindo… vamos você falhou.”






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