Um poema qualquer II

Eu sou a dor da perda
Sou o deflagro da doença
Sou o verme do alimento
Eu não alcanço o sustento

Sou a falha do Universo
Eu sou o erro perverso
Sou a castanha carcomida
Sou uma planta sem vida

Sou tudo de ruim que já brotou
Sou a dor do amargor
Eu sou o corpo do morto vivo
Sou o que restou de um mosquito

Eu sou tudo menos o bastante
Sou a adaga do coração palpitante
Eu sou o mal, a semente da árvore
Eu sou o mal, aquele que te causa entrave.

Comentários

Postar um comentário

Fale comigo, estranho!

Postagens mais visitadas deste blog

Lupus- Parte I

O último poema de amor

Fade Away