Um poema qualquer.

Eu sou a ''pedra no meio do caminho''
Eu sou a blusa rasgada, transformada em linho
A dor do tiro no peito
Sou um buraco, cavado em  meio estreito
O gole insípido da bebida mortal
Sou o teu destino, mirado austral
Aquele que você evita,
Não sei, quero que me diga
Eu sou a dor, que me mata e me acorda
Sou uma árvore morta
Inação.
Fui destruído, augúrios foram feitos
Truculência.
Suscitou, o monstro acordou.
Eu sou o remanso, sou o chão em que pisa
Bifurca-me, sim, assim o faz assim o dita
Eu sou a dor, que me mata e me acorda
Esquálida e indolor, é apenas uma corda
Eu sou a dor, eu sou o monstro, eu sou o gole
O gole da morte.

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