Manifesto poético






Shiiiiu!
Dois podem guardar um segredo
Se um deles estiver morto
Enegrece sua vista, faça um apelo
Um silêncio, um suspiro torto

Por fora uma pedra de mármore
Mas por dentro batia um ''coração''
Silêncio sagrado, sem válvula de escape
Era assim agora, um caminho sem direção

Os mortos cantam na sua cabeça
Sofria quieto sem descaso, oh sim
Psiu! Estava chorando ? Oh com certeza
Mas não ouviram, era o silêncio do fim

Um, dois...Mate um e viva depois
Três, zero...Não lamente é o certo
Ninguém escutará já foram dois
Seu sorriso manifesto, é um dois e zero.

A chuva

 

 A chuva havia começado e eu nem tinha percebido, o que é estranho, pois normalmente sinto cheiro da chuva antes mesmo de ela chegar. O som não estava tão alto dessa vez e minha atenção estava focada em outra coisa, talvez seja esse o motivo de minha não percepção da chuva.
      De qualquer forma, ela caia e caia, forte e majestosa. Limpava a rua e a mente das pessoas. Livrava-as de sua rotina, tinham que parar para apreciar a chuva. Majestosa chuva. O céu não estava escuro, estava azul um azul intenso e quase mágico, e se olhássemos para cima tudo o que víamos eram vários pingos surgirem aparentemente do nada e roçarem nosso rosto e depois o chão.
     Não havia vento e parecia que o calor do sol ainda estava presente na chuva. Em cada gota que ela derramava sobre os seres inferiores ao seu poder. O calor do sol estava nela. O vento deve ter ficado com medo, pois ela chegou de repente. Sem avisar despencou sobre a vida das pessoas inócuas de toda aquela cidade. E eu me perguntava para onde a chuva gostaria de ir a cada nova viagem.
   Majestosa chuva, caía lá fora enquanto eu na proteção de minha casa suspirava em temê-la, bem como toda a natureza.