30 de janeiro de 2013

Espelhos.





É o fogo que começa sem faísca
Faz queimar o quarto sem saída
Traduz as palavras do antigo ódio
Nas paredes de um solitário mundo sórdido

Respira e tenta engolir a culpa
Não consegue, sabe que não há desculpa
Atira amargor por trás dos livros
Não compreende, perdeu-se nos escritos

O corpo está cansado da luta invisível
Mas há uma guerra de derrota irreversível
Perdeu tantas batalhas contra si mesmo
Que não consegue olhar no espelho sem desprezo.


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