Não havia nada

Havia somente choro e pranto
Era dor e tudo era espanto
Não havia suspiro nem sopro
Era morte em todo seu dorso

Não havia saída nem teto
Eram facas e nada certo
Língua bifurcada de amargor
Era tudo espanto e dor

O sangue estava sujo e preto
Escorria nas mãos e no esqueleto
TUM! e tum, seu coração
Foi arrancado e jogado no chão

Os olhos eram podres de lágrimas
Desciam no rosto de falácias
Mas era lívido e agora verdadeiro
A agonia lhe fez de pisoteio

O novo paraíso foi queimado
Chamas do inferno pisoteado
Árvores da angústia cresceram
Seus corpos chamuscados morreram

O sol congelou e a chuva reinou
Uma pedra de mármore estuporou
Era a angústia suprema da vida
Ser abandonada, odiada e sucumbida.

Comentários

Postagens mais visitadas deste blog

Nômade

Lupus- Parte I