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Mostrando postagens de Abril, 2013

Coração Coxo

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O que seria eu ?
O que restou de mim ?
Dei-me e agora sou seu
E para mim restou o fim

O que eu sou ?
O que restou do corpo ?
Sou tudo o que você errou
Meu respirar é um fosso

O que você é ?
Você é desejo
Desejo da vitória
Mas eu sou apenas escória

Sentia um remorso marcante
Seu peito, ficava palpitante
Era um remorso dificultoso
Seu peito, estava coxo
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Sou um verme maltratado
Verme.Palavra que define minha pessoa
Um lixo descartado várias vezes
Um esquecido desmerecedor de compaixão
Estou cega.Ou deveria estar
Estou muda. Ou deveria ficar
Estou surda. Ou deveria estar.
Cuspo veneno. Sou uma víbora
Sou o verme de uma víbora
Sou cega e não meço a dor
Eu sou a dor. A dor do mundo.

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" Um fogo devora um outro fogo. Uma dor de angústia cura-se com outra"                                                                       …

Dead Mind

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I was sad
And dead
I was lost inside
My own head

My mind is full
I even can think
I'm tired and angry
And now I can't see

I'm the wrong one
I hate everyone
I'm the wrong one
I can't be with someone




This is the way the world endsNot with a bang but with a whimper.T.S Eliot

I was a dead rose with a lot of thorn around me

Jolly ( 23.01.00 - 13.04.13 )

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"Se só me faltassem os outros, vá; um homem consola-se mais ou menos das pessoas* que perde; mais falto eu mesmo, e esta lacuna é tudo." ( Dom Casmurro - Machado de Assis )



Quando cheguei no último sábado (13.4.13) em casa à noite, pouco tempo depois fui ver minha cachorrinha que há tempos estava doente. Com a pouca iluminação do quintal, apenas a observei deitada em sua casinha, não fiz nada e fiquei olhando, com receio de fazer carinho e acordá-la. Quando, segundos depois,  minha mãe chegou e disse para eu não ir ali agora, e eu perguntei Por que Por que, minha mãe apenas balançava a cabeça em negativa pedindo-me para entrar. Foi quando caiu a ficha que minha cachorrinha
( Jolly ) havia morrido. E eu chorei como nunca havia chorado antes, sentada perto dela perguntando a meus pais por que não  disseram-me antes, eu gritava, eu chorava...Eu morria. Disseram que não havia motivos para dizer, que eu nada poderia fazer, que eu só iria entristecer-me mais cedo, e disseram-me qu…

O cravo e rosa

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"Cortem-lhe a cabeça"
Está fazendo tudo errado
Deveria estar feliz
Mas seu coração bate zangado

Os seus infortúnios
Impendo-no de a ela sorrir
Soturno e falso estás
Não acredita o que ela pode pedir

Ele se esconde e não compreende
Ele corre e machuca friamente
Ele cospe palavras amargas
Ele não sabe o que disso ela está farta

Tem sido perverso contra a Inocência
Não a permitiu pedir clemência
Ela estava sozinha e ele pisou
Ele virou as costas e só julgou

Sozinha, sentiu-se infeliz por estar ali
E mais uma vez clamou pelo seu fim
Ela não merecia, mas pediu mesmo assim.

A rosa cortou-lhe a cabeça
O cravo ficou cheio de espinhos
E a rosa morreu no próprio ninho.
                 7.4.13

Verões

Sentado ao pé do fogo eu penso em tudo o que já vi flores do prado e borboletas verões que já vivi
__O Senhor dos Anéis - A Sociedade do Anel , pág 295

E sentada ao pé da escada eu imagino em tudo que não fiz tempo esquecido e perdido deixei-me e me perdi.

Wonderland

" Está ouvindo a neve contra as vidraças, Kitty ? Soa tão agradável e suave! Como se alguém estivesse beijando a janela toda do lado de fora. Será que a neve ama as árvores e os campos que beija tão docemente ? Depois ela os agasalha sabe, com um manto branco; e talvez diga: 'Durmam, meus queridos, ate o verão voltar' . E quando eles despertam no verão, Kitty se vestem todos de verde, e dançam...onde quer que o vento sopre...oh, isso é muito lindo! (...) O que sei é que os bosques parecem sonolentos no outono, quando as folhas estão ficando castanhas."

Alice através do espelho, pág 162

O baú

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Em um quarto escuro havia um baú no canto esquerdo da parede que ficava próximo à janela. Sem luz alguma o jovem aproximou-se às cegas do grande baú marrom e velho cuja fechadura estava lacrada com um cadeado proporcional. O chão de madeira rangia à medida que o jovem caminhava. Havia apenas uma cama no canto direito do quarto e um pequeno armário ao lado fato que fazia do quarto um lugar solitário.
 Chegando ao baú tateou até que encontrou o buraco onde deveria colocar a chave. Assim fez ainda agachado, abriu devagar e ao passo que assim fazia uma forte luz dourada parecia vislumbrar o interior do baú. Por fim, abriu-o por completo. Mas a luz dourada de súbito desapareceu, e o quarto se iluminou com ela, no entanto, de dentro do baú uma luz preta partiu. Feriu os olhos do jovem que instintivamente afastou-se.
Ao se recompor olhou ao redor do quarto iluminado onde somente o baú contrastava toda aquela beleza. O baú era maligno e emanava trevas, dor, arrependimento e tristeza.
Foi qua…

Aleatórios III

Mil e seiscentos anos. Eu tinha. Eu tive antes de perecer. Mil e seiscentos anos. Eu matei. Eu mato cada dia da minha vida. Eu nasci com seiscentos e passou-se o milênio sem nada a fazer. Deitei sozinha contra meu reflexo no espelho inquebrável. Os escritos nada dizem, não fazem sentido. Mil e seiscentos anos de destruição de caminhos incertos. Não me permitiam sair do buraco. Rasguei meu corpo e no pintei de novo, o refiz pela milésima vez na esperança de fazê-lo melhor e compatível, mas em vão. Em vão.
                                                                              19.3.13



A terra estava suja e molhada. Suja de corpos e molhada de lágrimas. Naquele espaço o homem velho não conseguia andar, seus pés estavam presos à lama que ficou vermelha com seu sangue. E ele caiu, rastejou até sua amada. Sua amada mortal que caminhava na direção oposta a dele, com uma faca pingando sangue em uma das mãos e na outra segurava o seu coração.
                                            …