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Mostrando postagens de Agosto, 2013

Borboletas

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Antes fôssemos como as flores
Que apenas crescem e morrem
Antes fôssemos assim, simples
Como as águas que apenas correm

Tão complicados somos nós
Que mal consigo (des)escrever
Tão tristes seres somos
Que nem consigo mais viver

Porque não como as borboletas livres
Que voam e findam em um dia
Porque não como os pássaros
Que não decidem quem vai quem ia

Como a grama verde que marrom fica
E não questiona, apenas abandona-se
Como o vento que canta e faz sorrir
As árvores sorriem, sem querer cair

Porque haveríamos nós de ser assim
Tão tristes, tão complicados, tão cheios de si
Porque somos amaldiçoados, ó ser humano ruim
Somos o sentir e isso nos destrói, destrói sim.

Perco-me entre tantos questionamentos da raça
Não sei porque tão pouco para que ser
Sei que somos, mais que isso não, apenas falácia

E agora;
Acaricio a grama morta
Beijo borboleta marrom
E canto com pássaro que não foi.
13.08.13






Matamos o Amor

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O amor não morreu, não
Eu o matei, ranquei-o do meu coração

As rosas murcharam, ficaram feias
Injetei veneno em minhas veias

As folhas de outono caem com velocidade
E assim eu recusei a saudade

As notas na pauta não mais pintam os quartos
A clave de sol morreu, libertou-se dos fatos



As cordas do violão foram arrebentadas
Enterradas, no meu túmulo, contra mim estão amarradas

As páginas estão amarelas, velhas e mortas
Eu, esquecida e abandonada, como as rosas

A chuva fere e maltrata, insólita cai
Faz chorar, mas não permite nenhum ai

A fênix desfaleceu, mas não renasceu da cinza
Não queria, não tinha força, sentiu que estava fria

( O mundo parou de girar
E eu cansei de tentar )

O problema do Sol era querer muito brilhar
O problema da Lua era não saber amar

As estrelas imorredouras do espetáculo
Perderam o valor, e com elas perdida eu parto.


Estandarte

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Ela rasga teu corpo devagar
Pode não matar
Mas sabe machucar

Seus olhos ficam negros de dor
Não espanta o amargor
Tão pouco tira o rancor

Seu corpo pede outro corpo
Mas recebe um tiro tosco
Está feito, vê! Esse é seu fosso

Mas que coisa é essa que faz estafar seu peito
Coisa que tem nome, mas esconde-se sob o seio

Conhecê-la aumenta a injúria da verdade
Essa coisa saudade, que faz-me erguer o estandarte

A bandeira da clemência que eu peço à saudade
Por favor, deixe a dor passar, por favor , pare!

06.08.13

Sem cor

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Arte ingrata! E conquanto, em desalento,
A órbita elipsoidal dos olhos lhe arda,
Busca exteriorizar o pensamento,
Que em suas fronteiras células guarda!

Tarda-lhe a Idéia! A inspiração lhe tarda!
E ei-lo a tremer, rasga o papel, violento
Como o soldado que rasgou a farda
No desespero do último momento
                         (...)
                 [ANJOS, Augusto dos. O martírio do Artista ]

                    Perco o número de vezes em que recorri aos livros, aos autores e seus escritos. Perco a conta de quando as palavras de outros fizeram-se minhas diante da minha incapacidade em escolher as melhores palavras.
                    A arte de escrever, de pintar o papel de negro quando a dor é presente e quem sabe um pouco de amarelo, pinceladas de amarelo quando um pouco de alegria surge, porém pincela-se no papel vermelho, vermelho do sangue escorrido da rosa.
                    A rosa que foi despedaçada, rasgada pelos escritos da minha mão tosca que eu forço a colorir minha inútil vida …

31 de Julho - Feliz Aniversário J.K e Harry !

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Queria eu poder encontrar uma fênix e pedir a ela que chorasse em meu coração e dessa forma curasse a dor que ainda sinto por saber que não mais terei livros do Harry Potter. Não ouso dizer que choro porque acabou, pois bem sabemos nós que nunca acabará, cada Potterhead é uma horcruxex e enquanto houver potterheads HARRY POTTER estará vivo. Mas choramos pelo tempo que passamos juntos e sabemos que nunca voltará. Choramos por ter a certeza de que nosso amado Harry cumpriu a missão e pode seguir com sua vida, mas nós ficamos à merce do sofrimento e da angústia de não poder seguir com ele.

Mesmo que toda essa dor faça parte de mim dia após dia, estou aqui para homenagear duas importantes pessoas: J.K Rowling - mãe fora dos livros de Harry Potter -, e o próprio Harry.

Completam hoje (31.07.13) 47 e 33 anos e quem diria que o tempo passava tão rápido. Sei que como ela disse, sempre poderei retornar à Hogwarts e que essa estará a minha espera, mas ainda sinto um pesar por saber que os livr…