Matamos o Amor

O amor não morreu, não
Eu o matei, ranquei-o do meu coração

As rosas murcharam, ficaram feias
Injetei veneno em minhas veias

As folhas de outono caem com velocidade
E assim eu recusei a saudade

As notas na pauta não mais pintam os quartos
A clave de sol morreu, libertou-se dos fatos



As cordas do violão foram arrebentadas
Enterradas, no meu túmulo, contra mim estão amarradas

As páginas estão amarelas, velhas e mortas
Eu, esquecida e abandonada, como as rosas

A chuva fere e maltrata, insólita cai
Faz chorar, mas não permite nenhum ai

A fênix desfaleceu, mas não renasceu da cinza
Não queria, não tinha força, sentiu que estava fria

( O mundo parou de girar
E eu cansei de tentar )

O problema do Sol era querer muito brilhar
O problema da Lua era não saber amar

As estrelas imorredouras do espetáculo
Perderam o valor, e com elas perdida eu parto.


5 comentários:

  1. Parabéns, você escreve muito bem. Adorei seus textos.

    Estou seguindo seu blog para acompanhar as atualizações e sempre que puder fazer uma visita.
    Abraços

    http://reaprendendoaartedaleitura.blogspot.com.br/

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  2. Obrigada, Fran *-* que bom que gostou, e obrigada Fernando, fico feliz que tenha gostado dos textos, de verdade, isso significa muito pra mim. E ainda, obrigada por seguir o blog *-* . Visite sempre que quiser, sim, ok ? rs

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  3. Lindo poema. Meus parabéns, você tem um talento raro (não consigo rimar nem pra salvar minha própria vida). Sempre bom encontrar blogs assim, já estou seguindo.

    delirandoeescrevendo.blogspot.com.br

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    1. Obrigada, Raphael, de verdade isso significa muito. Obrigada por seguir, quando eu chegar em casa irei visitar seu blog, aqui na faculdade não quer abrir =/ .

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