Poesias Mortas

Mel e fel
sou doce e sou
amarga
Antes eu fosse
apenas Prata

Fel e Mel
não sou prata
nem sou amarga
Eu não sou doce
Sou apenas um nada

                                                                                  डी
Sou menina moça
que ainda não é
mulher
Sei o que quero sem
quase nunca saber o que
quer
Sou moça boneca que
sorri para o
espelho
Nego o mundo, mas
escondo o
desejo
Sou mulher e menina e
posso ser grande, mas também
sou pequenina.

                                                                                                                                                14.10.13

                                                                                 डी
Suja e corrupta, a cova como eu
Meu único erro foi aceitar o breu
No entanto, sim, o suplício é real
Meu interior manchado lhe é fatal

Atarando minha mente meu corpo está
Entumecido de horror,sempre, aqui e lá
Putrefatas mãos que nada constrói
Extenuante estou diante do que corroí

Mas não deve chorar, pois é assim que é
Sempre indecisa, sempre errada e sem
Nunca saber o que quer
E sempre desejando o que não tem

A pureza e a docilidade jamais
alcançará
É de sua natureza vil aos outros
massacrar

Porém, mais do que aos outros em
seu próprio ouvido canta
O que os outros disseram,
O que os outros afirmaram
Sinistra, sozinha, suja e corrupta
Não vale à pena a labuta.
           06.11.13




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