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Mostrando postagens de Dezembro, 2013

Morte ao Natal

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Um banco no meio do campo.
Uma menina.
E sentada no banco ela sorria.

(I found myself in pieces )

E o banco era branco
O mato balançava verde
O vento insistia
E ela sorria

( I found myself dead )

E de repente, alguém do nada surgiu
E ela no seu íntimo
Depois de fechar os olhos pediu

( pediu que fosse aquele alguém )

Mas em uma noite fria e silenciosa a Lua brilha sozinha. As estrelas a abandonam no céu negro. Não conseguimos enxergar nada, pois nossos olhos estão cegos de falsidade. Na Véspera é tudo alegria,vestidos  bonitos e ternos, comida e abraços, mas logo tudo é esquecido. As dores voltam e a rotina é normal. As contestações farão parte novamente e as promessas são mais que esquecidas. São enterradas em um baú em baixo da Terra que um dia glorificamos. Nós olhávamos para ela e costumávamos dizer que ela era boa para plantar e dar de comer...Mas hoje ela é feita de concreto e o baú está mais que enterrado, ele está soterrado em cimento frio.
Mas a menina lutou contra  a força mal…

Sobre a ausência

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O que encontro é Ausência. Perdida e desconsolada. Uma ausência de mim mesma. Pouco compreendo a seu respeito, mas ... Respeito. Admiro. A ausência não é falta, mas sim presença. Um paradoxo perfeito, visto que ela se perde em mim, mas é nela que me encontro. Ao saber que algo falta busco-o incessantemente. Mesmo sem de fato encontrar... satisfaço-me, pois... sei que busquei e, por algum momento minha deplorável pessoa teve uma razão...Motivo.
Entristeço-me ao saber, porém, que perdi algo... Os algos que costumo perder em geral voltam...Em pensamentos dolorosos de martírio. Infelizmente é somente dessa forma que voltam.
A ausência de meu ser é o algo mais angustiado que cheguei a perder. O espelho é uma arma mortal. O tempo é uma arma fatal. Eu tento ininterruptamente entender a razão de como cheguei aqui, sem saber quem sou nem porque sou. Uma vez que permito meu descanso,sorrio, mas é em vão. A ausência mostra-se presente novamente. Por fim, depreendo que é essa bucólica razão que…

Ode I

Não quero estar aqui nem lá, pois onde quer que eu vá essa dor e  pensamentos irão me acompanhar. Tento em vão, não chorar, mas todas as vezes que eu impedi as lágrimas de caírem , por fim decidiram se voltar contra mim...todas de uma vez. Cada coisa que faço perde o sentido quando as lembranças fazem-se presentes e meu ser morre novamente quando penso nos erros...tantos erros. O que mais machuca é pensar que jamais poderei redimi-los e esse jamais tem seu sentido mais amplo e maior, concreto e duro, triste e amargo. É doloroso. Meu único pedido: tire essa dor de mim! Mas você não pode, ninguém pode e isso me mata. Esse simples fato acaba com qualquer esperança que um dia eu vislumbrei de ficar realmente bem. Eu quero arrancar de meu peito esse coração, não porque ele sente, mas porque ele mantém esse meu corpo corrupto e vergonhoso vivo. Através da escrita tento matar essas angústias, passar os pensamentos para um papel qualquer...Mas não dá, não dá! Que coisa horrível é essa. Deve …