Morte à Poesia

Escrever é o que resta
Restava
Restou
E eu sou um resto
De poesia morta

A poesia morreu em meus lábios
Quando eu os abri
Quando proferi
Eu disse
Eu sorri
E com ela foi meu espírito
Se é que tenho um
Que tinha
Que teve
Que nunca existiu

E hoje sobre tanto compreendo
Que nada sei
Sabia
Nunca soube
E tentando entender; Eu
Um dia descobri
Que morrer sem saber
É ,de fato, adequado

- Aos seres que nada sabiam
Que nada sabem
E nunca saberão -

A poesia está morta
Como eu
Um dia fui
Serei
E já sou

O que atormenta-me, porém, é
Eu a matei ?
Ou ela se suicidou ?
Cansou de viver sob meus escritos sujos
Corruptos e sem sentido, sem valor

A poesia renasce das cinzas
Como a fênix, mas morre em seguida, novamente
Pois eu a sufoco, bloqueio seu ar jovial
Eu mato a poesia.



2 comentários:

  1. Lindo! eu amei, como todos os outros relacionados a morte e a poesia.

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    1. Haha, fico feliz que gostou. Eu mesma achei meio fraco =/

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