Questão

Eles simplesmente não entendem
Não adianta explicar
Nem ouse tentar

O massacre já começou
E a dor de fato
nunca cessou

O que não entendo
é: como se iludir
chegou um dia a ser
a resposta do fim

Colocam sorrisos em faces mortas
e gritam palavras... desastrosas
Querem uma solução
Mas não sabem qual direção

Seguir, olhar, mirar
Não sei onde você quer chegar
Eu nada sabia, nada queria
Ou talvez sim só não entendia

E de tanto cansar, de tanto pedir
Desisti e aceitei
O que tão pouco sei
é como aqui cheguei

Minhas escolhas não foram piores
que as suas, as deles, as nossas
E foi assim que sozinha e em uma fossa
Acordei e matei

-A dor que me matava e,
que ninguém compreendia
São tantos 'ia' e outros 'ias'
e nenhum foi ou vai -

Já se esqueceram de mim
Mas a questão é
nunca se lembraram
A questão é;
foi;
nunca será.





4 comentários:

  1. É muito difícil encontrar alguém que tenha talento para poesia!
    Está de parabéns.
    Beijos!

    http://mileumdiasparaler.blogspot.com.br/

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    1. Oi,Gabrielle, obrigada *-* Fico feliz que tenha gostado e que me considere com talento para poemas rs rs
      Bj

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  2. Oi, Thays, seus poemas são de estilo modernista e de muito o bom gosto. Quando escrevemos o texto não mais nos pertence, cada leitor é domo e tem prefências. Parabéns.

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  3. Olá, Sônia, primeiro obrigada pela resposta rápida ao meu e-mail e pela visita. Que bom que gostou dos poemas! Concordo com você, a partir do momento que expomos aquilo que escrevemos os escritos deixam de nos pertencer! Obrigada!

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