Vampires - Nova Versão


   O vampiro mais experiente e mais velho, porém, de pele tão macia e bonita como a de um pêssego novo, corpo tão forte e desenhado quanto a de um jovem na sua melhor idade, e mente tão sã e inteligente quanto alguém com ânsia de conhecimento, olhou fixamente para a mulher assustada, amuada e chorosa que se encontrava recostada na parede daquele beco.
    Ao lado do vampiro, sua mais nova conquista – uma jovem vampira, sedenta por sangue – Ele fez um aceno com a cabeça indicando que ela poderia ter o que tanto desejava. Em meio segundo a vampira avançou para o pescoço da mulher, que gritou ao sentir as mãos frias pousarem no seu rosto molhado, ferido e frágil. A mulher lutava para se desvencilhar. Inutilmente, mas lutava. Guerreava contra a força abrasadora que forçava seu pescoço a inclinar-se para o lado.
    Finalmente, não mais que finalmente a vampira cravou os dentes da pequena protuberância que era a veia da mulher. Seus dentes rasgaram a fina pele como se fosse feita de mel. O mel vermelho mais doce do mundo começou a fluir. O sangue escorreu escarlate e pegajoso, quente e saboroso.

    O vampiro observava faminto, mas não se atreveu a interferir. Estava sedento sim, e não era apenas sangue o seu desejo. Seu corpo frio pela primeira vez em séculos ficava quente como brasa... E tudo por causa daquela moça que ele transformara. Ele simplesmente teve de fazer isso. Uma vez que pousou os olhos azuis naquele corpo desenhado ele sentiu que era ela a mulher que procurara por tanto tempo. Teve ainda mais certeza depois de  possuí-la na cama, e entre beijos e leves mordidas, por fim cravou os dentes no pescoço da jovem. Ela não gritou ou lutou como todas as outras que ele matara, ela pedia mais... mais dor e prazer. A mistura perfeita na opinião dela e ele concordava, logo, não negou. Sugou o seu sangue, ao passo que sua mão deslizava pelo corpo, apertando-o e sentindo-o por completo.
   Quando a última gota tocou-lhe os lábios e a vida esvaiu do belo corpo ele tratou de alimentá-la com o próprio sangue. Antes, porém, sua boca tocou a dela e sua língua rubra, pintada pelos fluidos da linda moça tocou não apenas o pescoço da menina-mulher que agora na cama jazia, mas também sua boca que entreaberta ficou, pois não conseguiu manter o desejo dentro de si nem quando a morte lhe beijou. Pouco tempo depois ela acordou e pela primeira vez na vida daquele vampiro alguém pedira um beijo antes de sangue... o beijo dele, é claro. Ele não negou, mas sabia da necessidade dela e tratou de mostrar-lhe como fazer.
  A vampira sugou até a última gota, lambeu o pescoço da mulher que ensanguentado ficou. Ao se levantar levou as costas da mão à boca para limpar-se, mas de súbito foi impedida pelo vampiro, esse segurou-lhe a mão e aproximou-se.
   Os rostos agora separados apenas por uma respiração. Então, ele pressionou os lábios contra os dela da maneira mais promíscua que ele encontrou. A língua abrindo caminho na boca que não hesitava. Retribuía deixando-o provar do sangue.
E enquanto isso, a mulher jazia morta. Esquecida e usada. Como tantos outros foram. Como tantos outros...

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