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Mostrando postagens de Janeiro, 2015

O Coveiro - Parte II

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Você pode ler a parte I clicando AQUI 

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O que? Não faz sentido. Não pode ser. É sério? Destiny estava mais que confusa. Estava assustada. Lucius, o coveiro não podia ser o seu antigo amor. Não havia explicação científica para tal feito. Ele ... ele não podia simplesmente se transformar em outra pessoa de uma hora para outra. Ela correu de volta para casa. Sim, correu. Não caminhou, não andou mais depressa se desviando das pessoas. Destiny correu como fazia no ensino médio. Tirou as chaves da bolsa e tremendo tentou abrir a porta. Não funcionava. Nenhuma chave queria abrir. Droga! Murmurou antes de finalmente acertar a chave. Entrou. Trancou. Encostou-se na porta. Escorregou até o chão recém encerado e ali ficou por cerca de dez minutos. As mãos impedindo os cabelos de caírem nos olhos, os braços apoiados nos joelhos encurvados. As lágrimas pingando no piso brilhante. Por alguns minutos Destiny chegou a cogitar a possibilidade de ser apenas coisa da sua cabeça. Afinal, ela ficara hora…

Inconveniente

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A dor é inevitável o que bate aqui dentro é algo descartável
Desconheço outros sentimentos possíveis
só o que sinto no momento é verdadeiro
Por que tão difícil é esse momento?

Mas quando olho em teus olhos a dor
antes insuportável agora é maleável
não sei ao certo como funciona
sei que é por ti que esse órgão se impulsiona

Nada seria capaz de me matar agora
pois junto de mim eu tenho a aurora
e você faz parte dela, dessa bela imagem

Cada parte de meu corpo te pertence,
em especial o órgão pulsante
aqui dentro ele ganha vida
quando ando ao seu lado, galopante

Um espasmo causa-me dor
pois penso que um dia poderias ir
e abandonar-me aqui

No entanto, penso em teu belo sorriso
e em como gosto de olhar para ti
Penso no  beijo que me foi dado
e em como disse ser feliz ao meu lado

Retratar a minha pessoa diante do pecado
a sina que carregarei não será o suficiente
mas peço um pouco de amor, e de cuidado
sei que posso vencer o passado, entrementes

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A substância maléfica que corrói meu ser
é …

Lupus- Parte I

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O céu estava coberto de uma camada de azul tão escuro que preto seria uma denominação melhor. Não havia estrela alguma. A lua, cheia da luz do Sol era o que ele precisava para que seu caminho até a velha casa fosse iluminado. É claro que se ele assumisse sua verdadeira forma luz alguma seria necessária, no entanto, ele não queria chamar a atenção. Não havia ninguém na rua. Claro, às duas da madrugada a maioria das pessoas está dormindo, porém, ele sabia que ela o estaria esperando. Como havia feito nos últimos dias desde o momento em que ele a abordou na estação de metrô naquela manhã sombria, fria, todavia, muito surpreendente. *** — Engraçado é que eu pego esse mesmo metrô há anos e nunca vi você aqui. Acho que a senhorita me deve uma explicação. — disse ele aproximando-se e com um sorriso desdenhoso olhou fixo nos grandes olhos verdes dela. — É que eu me mudei para cidade há uma semana. — disse, envergonhada e um pouco ameaça pela beleza dele, ela notou. Trocava os pés de lugar co…

O Pessoal da Escola - Parte III

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Você pode ler as partes I e II AQUI   e AQUI


Durante alguns minutos a escuridão era tudo o que eu conhecia. Eu estava encolhida em um canto qualquer, e não soube dizer onde ao certo, pois como disse eu nada enxergava.
De repente, um brilho surgiu da janela ao lado da cama.

Eterna Prisão

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A tristeza é algo inerente ao meu simplório ser.
Deveras minha pessoa já deveria estar a par deste angustioso fato. Pois o fato é: não importa a passagem do tempo, tão pouco a mudança no final do numeral maior do ano. Sempre posso esperar um sorriso forçado e uma  mente perturbada na hora de dormir.

São tantos os motivos, mas aos mesmo tempo são tão poucos. Digo, os motivos são variados, mas as razões dos mesmos são ínfimas ... o que é suficiente para causar-me uma grande confusão na mente cansada. Se os motivos não são tão justificáveis por que insisto em martirizar-me dessa forma vez por outra ?

Não basta o outro sorrir-me, querer-me, olhar-me. O meu reflexo todos os dias deveria mostrar um semblante cuja felicidade fosse verdadeira, no entanto, o pedaço de vidro com a capacidade de reflexão mostra-me um ser deplorável, desprovido da competência de buscar um motivo real para a satisfação completa do ser. O fato de o ser humano ser um ser faltante, logo e portanto, vive em busca de s…