Lupus- Parte I


O céu estava coberto de uma camada de azul tão escuro que preto seria uma denominação melhor. Não  estrela alguma. A lua, cheia da luz do Sol era o que ele precisava para que seu caminho até a velhhaviaa casa fosse iluminado. É claro que se ele assumisse sua verdadeira forma luz alguma seria necessária, no entanto, ele não queria chamar a atenção.
Não havia ninguém na rua. Claro, às duas da madrugada a maioria das pessoas está dormindo, porém, ele sabia que ela o estaria esperando. Como havia feito nos últimos  dias desde o momento em que ele a abordou na estação de trem naquela manhã sombria, fria, todavia, muito surpreendente.
***
— Engraçado é que eu pego esse mesmo trem há anos e nunca vi você aqui. Acho que a senhorita me deve uma explicação. — disse ele aproximando-se e com um sorriso desdenhoso olhou fixo nos grandes olhos verdes dela.
— É que eu me mudei pra cidade há uma semana. — disse, envergonhada e um pouco ameaça pela beleza dele, ela notou. Trocava os pés de lugar como que para disfarçar as batidas aceleradas de seu pequeno coração. Ela não entendeu o que acontecia dentro de seu peito, sabia apenas que estava com um leve receio da aproximação do rapaz.
— Essa é uma ótima explicação. E mudou-se para estudar?
— Sim. Faço Psicologia.
— Em qual faculdade?
— Harvard.
Hum, garota inteligente. — disse ele, sorrindo. Não parava de sorrir.
— Obrigada. — disse , um pouco constrangida. —  E você... Faz o que?
— Eu trabalho. Formei-me ano passado. Supostamente deveria ser advogado, mas não quis seguir carreira.
— E por qual motivo?
— Ainda estou tentando descobrir. — disse. — E para onde a moça vai?
— Agora volto para casa. E o senhor?
— Casa. O seu trem é qual?
— Éeer... Esse . — disse, rindo ao apontar para o trem que aproximava.
— Posso saber o nome da senhorita?
— É ... Pode. Claro. É Nina. — colocou uma mecha do cabelo loiro atrás da orelha. Não conseguia o encarar, estava envergonhada, mas não sabia com que.
— Muito prazer, Nina. Sou o Henry.
— A gente se vê então, Henry. Até mais. — Nina entrou no trem e olhou de esguelha para Henry que a observava, agora sério.
— Até mais. — ele disse, com as mãos no bolso da calça jeans rasgada em algumas partes. A corrente do lado direito tilintou com o vento depois que o trem deu a partida. No bolso esquerdo da calça seu celular vibrou, mas ele não se importou em atender, pois estava ocupado demais olhando Nina entrar no trem e depois partir. Ele sorria demais agora, com aqueles sorrisos bobos de quem se apaixona, mas ele não estava apaixonado. Caras como Henry não se apaixonavam nunca. Passou a mão no cabelo preto escuro, sedoso e liso que caía de leve atrás da orelha gravada com uma tatuagem pequenina de dragão na parte trás e um brinco prata no lóbulo. Seus olhos cinzentos pairaram naquele que o esperava há alguns metros da estação de trem.

—  O que você quer, Charlie? — perguntou Henry já com a expressão fechada, estava com raiva de encontrar Charlie ali, naquela hora... minutos antes de Nina ir embora. Ele podia tê-la visto. Sentido seu cheiro.
— Calminha aí, Henry. Só estou cumprindo ordens. O Alfa está chamando você. Agora. Ele mandou perguntar se você sabe qual é a função de um celular.
— Charlie. Escuta bem o que vou te falar, está bem?  — disse indo em direção a Charlie que percebeu que o colega estava com raiva.
— Manda, parceiro. — disse o cara magrelo, loiro com uma cicatriz na bochecha esquerda. Suas mãos grandes estava em seus bolsos de uma calça suja de barro. O barro estava seco.
— Eu sou meu Alfa, ok? Agora vê se volta pro seu dono e me deixa em paz ou eu faço você voltar... Mas quero ver como fará isso sem suas lindas perninhas de bambu. — Henry estava irritado. Era possível ver a ira emanar de seus olhos cinzentos e seus punhos fechando-se. Mas ele manteve a calma. Não podia causar uma cena ali... Não com tantas pessoas. O que ele queria no momento era ir atrás de Nina. Era estranha a sensação que teve quando ela estava ao seu lado, no entanto, ele não podia evitar. Estava obcecado. Precisava saber mais sobre ela. E Charlie só estava atrasando seu progresso de busca.
— Tudo bem, Henry. Vou falar isso pro chefe. Quem sabe ele manda o pessoal da Trilha pra dar uma lição em você.
No momento em que Charlie fechou a boca para finalizar a última palavra a mão esquerda de Henry parou em seu pescoço recentemente marcado por ferro e o empurrou forte contra a parede. Henry apontou o dedo para a face de Charlie e sentiu a respiração ofegante temerosa do homem.
— Charlie. Último aviso. Sai da minha cola. Você não me quer como inimigo, ok?
—Calma, amigo. Calma! — disse Charlie dando batidinhas de leve na mão de Henry que aos poucos afrouxava o aperto no seu pescoço. — Eu vou tentar falar com o chefe pra ele sair do seu pé, tá? Mas a culpa não é minha se você costumava ser um dos melhores dele, oras. Devia ter pensado nisso antes de sair da Matilha Grande. Afinal, o que você quer, hein? Faz uma semana que você vem pra essa mesma estação e você e eu sabemos que você não precisa de merda de trem nenhum.
— Charlie. Se manda daqui! O que eu faço é problema meu, tá! Tchau. — em seguida Henry se virou para a direção leste e caminhou graciosamente. O vento fez sua jaqueta jeans abrir-se de leve e por baixo sua camiseta regata preta delineava seu corpo. Algumas meninas olharam, tentaram disfarçar, mas ele percebeu o batimento acelerado delas e mais tarde pode ouvir os comentários baixinhos. Coisas como : ele é tão bonito. Quem será que é? Será que eu tenho chance?
Ele sorriu. E antes de subir as escadas olhou para trás. Olhou paras meninas, mas estranhamente não teve vontade de  flertar com elas. Algo tão comum há tanto tempo em sua vida. Ele sorriu para elas de modo que elas soubessem que ele sabia... Mas continuou seu caminho. Precisava encontrar Nina.
***

Durante as semanas seguintes Henry fazia questão de chegar mais cedo à estação de modo a dar entender que ele estava, de fato, esperando um trem que chegaria depois do de Nina. Todos os dias os dois conversavam. Ela sabia que não deveria dividir sua vida com um estranho que conhecera há poucos dias, porém, Henry passava uma confiança sobrenatural, e em poucos segundos ela estava rindo e conversando como se o conhecesse há anos. Em menos de duas semanas os dois se consideravam grandes amigos, tão amigos que ele lhe ofereceu o ombro quando Nina lembrou do trágico fim que teve seu último relacionamento. Ela não chorava pelo rapaz, mas sim pelo fato de ter chorado tantas vezes por ele, e o rapaz agora ... sabia-se lá onde estava, mas sabia que estava com outra. Vez por outra Henry se zangava, interiormente, mas sim, ficava furioso sempre que Nina lhe contava a respeito do ex. Henry sentia ciúme de tempos passados e de situações que ele não viveu. Estranho.
Mas ele se controlava, pois jamais poderia perder a cabeça perto de Nina. Ela poderia fugir e nunca mais falar com ele. Mas até quando ele conseguiria manter em segredo sua real identidade e forma? Há anos que suas emoções e sentimentos não eram bagunçados dessa forma. Aliás, Henry não conseguia se lembrar de uma única vez na vida em que sentira tal sensação diante de uma mulher.
Nina era bonita, de fato. Seu cabelo loiro e liso caía nas costas e seus olhos grandes e verdes brilhavam quando ela falava de animais e de como tinha vontade de ajudar as pessoas depois que se formasse. Seu corpo era esculpido e ela já havia dito que não abria mão da academia por nada. Dava-lhe prazer poder exercitar-se sem preocupação, pois na hora do treino ela esquecia de tudo. Como não se apaixonar por uma garota assim, em especial depois de algumas horas de conversa e chegar à conclusão de que ela era bela não apenas por fora, mas por dentro? E era tão doce e amável que Henry estava confuso. Como uma garota tão diferente poderia querer conversar tanto com ele? Claro que ele não estava duvidando de suas capacidades, afinal, se ele colocava na cabeça que queria uma garota ele ia até conseguir... E  quase sempre conseguia. Porém, a maioria das garotas já haveria de ter cedido a seus encantos nos primeiros dias. Dois dias era seu recorde de conquista por assim dizer.
Mas Nina não. Há dias e mais dias que ambos apenas conversavam, riam e uma vez ou outra tomavam um café na padaria próxima à estação, e uma ou duas vezes no mês dividiam uma bebida em um bar da esquina da rua de Henry. E a cada dia ele sentia que algo estranho acontecia com seu corpo e mente. Ele sentia que não mais podia ficar longe de Nina e passou a acompanha-la no caminho de casa. Dividam os quarenta minutos de viagem de trem até a parada dela até que um dia ... Ela o chamou para entrar.
— Você não quer entrar?
— Não sei. Acho que está tarde, não? — sol se punha no horizonte ele notou, mas queria ficar.
— Não muito. Você quem sabe. — disse ela, sorrindo de leve com os lábios apenas.
— Está bem. Acho que... Pra quem se atrasou meia hora, alguns minutos a mais não farão diferença, certo?
— Acredito que não. Vem. — fez o gesto com a mão direita para que ele a seguisse depois de passar pelo pequeno portão de ferro.
Nina destrancou a porta da frente e entrou, logo atrás seguiu Henry que parou para observar a sala. Uma mesa de centro pequena com uma toalha bordada em cima e do lado um porta retrato do primeiro gatinho que Nina teve. Ele sabia, pois ela lhe contara que ele era bem pequeno e todo branco, sem nenhuma mancha, com os olhos verdinhos e gostava de dormir deitado de barriga pra cima. Fora morto por um cão enraivecido quando ele completara três anos. Nina nunca o esquecera. Os sofás estavam cobertos por um lençol delicado e havia algumas almofadas combinando. A televisão de tela plana era embutida na parede e em baixo dela havia uma lareira recentemente apagada.
— Onde está o Bible? — perguntou, Henry. Quando aceitou o convite para entrar havia se esquecido de completamente de Bible, o pastor alemão de Nina. E encontra-lo ali, naquele momento, quando sua pulsação estava tão elevada por estar tão próximo de Nina em um ambiente tão reservado como aquele não seria uma boa ideia. Cães. Gostaria de poder ficar perto da maioria deles sempre que quisesse, mas quase sempre ele dependia de seu corpo estar ou não propenso à presença de tais animais... Algo que ele ainda estava aprendendo a controlar.
— Eu o levei para um check up, digamos assim. Ele passou o dia no Veterinário hoje e vai dormir lá para o monitorarem porque ele estava com alguns problemas. Esqueci de mencionar isso hoje mais cedo. — disse Nina em um tom um tanto melancólico.
— Mas está tudo bem com ele, certo?
— Assim espero, Henry. Venha, vou fazer um café pra gente. – disse ela escondendo o olhar levemente tristonho.
—Hum, parece que finalmente irei provar seu famoso café.
— E depois não irá querer nenhum outro mais! — disse Nina rindo.
— Acredito em você. — concordou, sorrindo.
Nina mal percebeu que pegara na mão dele e o conduzira através da sala, passando pelo corredor. Henry não soltou a mão dela, é claro. Estava ansioso por aquele toque desde o dia em pusera os olhos nela.
— Pode se sentar se quiser. – disse Nina mostrando as cadeiras brancas que estavam sob a mesa.
— Ok.
Henry puxou uma cadeira e sentou-se enquanto Nina preparava o café. Colocou o pó no coador e esperou a água ferver enquanto conversavam. Mas depois de alguns minutos de conversa sobre Bible eles ficaram em silêncio. Apenas encarando um ao outro. Os grandes olhos verdes dela pairavam nos cinzentos e pequeninos olhos de Henry. Eles estavam muito próximos um do outro tão próximos que Henry não resistiu e devagar puxou o queixo de Nina para sua boca e a beijou. Simples assim. Nina não hesitou. Devolveu o beijo como nunca havia feito. Com paixão e amor ao mesmo tempo.
Mas foram despertados pela água que chegara ao ponto de fervura e com um salto rápido Nina moveu-se em direção ao fogão. Estava constrangida. Mas não teve tempo de pensar nisso, pois no segundo seguinte Henry estava a pressionando contra o balcão. Os braços dele ao redor da cintura dela, mas sem encostar em Nina, ele estava a prendendo no móvel, logo seus braços estavam ao redor apenas, as mãos dela segurando-se no balcão antes que ela se permitisse sentir a atração ao invés do medo e as pousasse na cintura dele. Seus olhos caíram no sorriso um tanto cretino de Henry e ela temeu a intenção dele, no entanto, ele nada fez. Apenas a beijou novamente. Com doçura. Com amor. Com graça. Não era assim que ele abordava as mulheres que queria.
Nina enquanto se beijavam. Ela sentiu que ele queria mais que aquilo, mas aquela não era hora. Ela não poderia. Então fez menção de parar o ato e ele aceitou, sem se zangar ou coisa do tipo.
— Está tudo bem? — ele perguntou.
— Sim, é só que ... Bom.
— Tá tudo bem. — ele a interrompeu, e sorriu para mostrar a ela que compreendia exatamente o que acontecia.
— É que bom ... Eu não estou pronta.
— Eu sei e por mim tudo bem, ok? Mas tem um problema...
— Qual? — Nina perguntou assustada. Temeu que ele fosse deixa-la. Não, fica. Por favor.
— Teremos de ferver a água de novo.
— Ah sim. É verdade. — ela esquivou-se dele e ligou novamente o fogão.
A campainha tocou em seguida. Henry sentiu um cheiro diferente. Não era o Alfa tão pouco Charlie. Era cheio de cachorro mesmo. Era... Bible. Mas o que ele está fazendo aqui agora? Droga!
— Vou ver quem é.
— Está bem. — disse, temeroso, pois sabia exatamente quem era. Mas não poderia sair sem mais nem menos e agora Nina iria querer que ele conhecesse o cão.
Alguns minutos depois Nina entra com Bible ao seu lado. Preso na coleira. Uma vez que o cão colocou os olhos em Henry, rosnou. Bravamente. Feroz. Latiu. Avançou. Nina o segurou, mas a moça não tinha forças suficientes e logo o cão se soltou. Henry não moveu um músculo sequer e quando Bible estava para morder-lhe o braço esquerdo ele fixou os olhos nos olhos castanhos do animal. Um olhar furtivo, penetrante e como se pudesse falar com ele telepaticamente o cão sentou-se na frente de Henry e ali ficou. Imóvel até que Henry se moveu.

Nina assustada, pegou novamente na coleira de Bible e o levou para fora. Mas Henry estava alterado. Há tempos que não tinha problemas com cães e toda a excitação anterior mais os fatores Nina, Bible e Henry escondendo sua forma não o permitiram esconder-se mais dentro do próprio corpo. Ele correu para o banheiro.
Fechou a porta. Trancou. Estava começando. Não, não, não! Não agora!Vamos! Controle-se! Vamos!
Mas controle algum surgiria. Rapidamente removeu as roupas. Nu, curvou-se no chão e sentiu seus ossos sendo quebrados. Os pelos de seu corpo humano sendo transformados numa grande pelugem branca acinzentada. Seu nariz logo seria um focinho molhado e seus caninos logo seriam grandes e bem mais fortes. Fortes o suficiente para rasgar a pele e quebrar os ossos de qualquer um. As suas mãos pisariam com mais força, pois o peso de um lobo de mais de dois metros de altura estaria sob elas. Mas antes disso tudo, muita dor seria necessária.
A natureza não dá presentes sem pedir algo em troca, logo, ele haveria de transformar-se. Fazer real a antiga lenda do homem que vira lobo. Ele haveria de trazer à tona os poderes da Lua Maior e haveria de urrar a sua agonia para todos os deuses ouvirem. Todos os deuses e Nina.
— Henry? — bateu na porta. — Henry, você está bem? — bateu novamente. — Henry, o Bible deve ter estranhado, mas depois ele pareceu gostar de você. Foi estranho, mas não se preocupe, o veterinário o trouxe aqui, pois ele está bem. Era só uma infecção e não há necessidade de deixa-lo lá.
Henry ia responder, mas nesse exato momento sua transformação estava finalizada. Um lobo de dois metros, branco meio cinza estava atrás da porta, e Nina do outro lado. Ele estava com muita raiva, pois não queria que as coisas saíssem daquela forma. Arranhou a porta. Ele estava com tanta raiva que não conseguiu e.. latiu. Forte. E uivou. Alto.
Nina assustou-se tanto que se afastou da porta.
—Henry?
Henry percebeu o tom de voz dela e uivou baixinho, como se para mostrar que a entendesse. Tentou se acalmar para poder voltar à forma humana. Não fazia efeito seu esforço.
Dez minutos depois sentiu que tinha forças para forçar a transformação de volta. Mais dor. Mas devia uma explicação à Nina.
Alguns minutos depois ele estava lá. Estirado no chão. Nu. As  roupas do lado, mas ele não tinha forças para pegá-las. O único movimento que fez foi destrancar a porta. Nunca havia forçado uma transformação assim, indo de lobo a humano e de humano a lobo tão rápido. Exigiu muito dele.
Nina abriu a porta e o encontrou de bruços. Suando, com a respiração ofegante.
— Henry... Você é... não pode ser. Isso... não faz sentido. Você... está bem? Eu ouvi latidos e um uivo forte e ... — ela estava tremendo, mas acalmou-se quando viu a expressão de medo nos olhos de Henry.
— Nina, me ...Desculpe.
— Você é um ... — disse, aproximando—se dele. Não estava mais assustada. O alívio de vê-lo bem foi maior que qualquer medo.
— Isso. Pode dizer. Eu sei que você sabe — disse Henry sentando-se e colocando a jaqueta de couro para cobrir-se, olhando fixamente nos olhos arregalados dela, mas ele sentia a respiração de Nina e podia dizer que ela não estava apavorada, em especial depois que ela limpou o suor da testa dele com a toalha e colocou o cabelo dele para trás.
— Lobisomem.




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[Imagem do Google ]
Você pode ler a parte II AQUI

Tcharãaam! Essa é a primeira parte, galerinha e já vou avisar que as partes seguintes serão um tanto diferentes, pois terá um foco na vida do Henry antes da Nina, mas é clarooooo que não deixarei de falar dos dois juntos, né !
Espero que tenham gostado, beijos e até mais!


9 comentários:

  1. Muito bom, Thays!!

    Considerando o Joe e os outros textos seus que leio, dá pra notar um salto enorme no seu jeito de escrever, parece que você "envelheceu anos" - claro, no sentido de amadurecer a escrita. O texto está mais calmo, mais focado, no tempo dele.

    Parabéns!

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    1. Hahaha esse texto tá bem diferente dos outros, né, Mara Eugênia ? Eu percebi mesmo. Mas que bom que acha que ''envelheci'' nesse sentido haha é um envelhecer bom, né. Inspirei um dia desses e sabia exatamente o que queria escrever. Obrigada! E que alegria saber que gostou... porque você é uma das poucas que conhece o Joe então consegue ver bem a diferença do texto, né!

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  2. Excelente! confesso que ao ler pela segunda vez com mais calma e atenção, me prendi muito a ele, querendo saber o final que se levaria. Pensei que ela não descobriria seu grande segredo por um triz, como costuma se ver nos contos relacionados .. Mas como a escritora ai gosta sempre de inovar e colocar mais ações inesperadas em seus textos, para dar aquele efeito BOOM nos leitores, fez me surpreender!! E pela calma e entendimento rápido de Nina diante ao fato que se passava, posso até arriscar de que nas próximas partes ela revelara sua identidade como loba!!
    Espero ter acertado o palpite, mas só saberei quando sair o próximo, então ... ESCREVA JÁAA!!

    Parabéns!

    -Leno.

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    1. Haha ! Tentei esconder o máximo que eu pude na história, Leno. Que bom que gostou e chamou sua atenção, ainda mais para ler por uma segunda vez. Adorei que me chamou de escritora haha Mas posso adiantar que seu palpite pode estar um tanto errado haha pode ser que eu mude algo, mas não garanto nada. Tentarei postar logo, tá!
      Obrigada *-*

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  3. Vou me intrometer. Concordo com o Leno. Ela pode não ser uma loba, mas aceitou muito rápido, então é evidente que ela já tem um certo "passado".

    (:

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  4. Então, Maria Eugênia. Que tem uma coisa tem haha mas terão de esperar um pouquinho pra descobrir rs rs rs

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  5. Vamos ter que esperar para poder saber o que Nina esconde então. Agora a autora tem uma responsabilidade e tanto para poder nos surpreender! Espero que sinta a pressão do que é ser uma escritora literária ao dar uma continuidade a sua historia já glorificada pelos leitores haha.
    - Leno.

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    1. Novo palpite: Vampira! haha
      - L.

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    2. Hahaha Palpite forte, mas não vou dizer se está certo ou não. Terá de esperar u_u Sim, sei qual é a pressão. Pressão boa haha
      Obrigada, amor!

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