Shekh ma shieraki anni



Será que as criaturas debaixo da terra
sentem a amargura do corpo que apodrece
quando este sem vida perece
e a elas de alimento serve?

Pergunto-me se esses pobres vermes
se degustarão da minha velha carne
Que eu deixei apodrecer dentro de mim
quando olhei em seus olhos e vi o fim

***
Nós éramos um perfeito laço
Eu era árvore e você o pássaro
Mas agora sou apenas um Corvo
Você é o céu, o Sol Majestoso

E agora que está bem
Posso partir em paz
Não sou sua Lua
Não sou seu mar
Sou a rocha que te fez
por um tempo estagnar

Então brilhe, meu Sol
Brilhe muito, pois o mundo precisa da sua luz
Deixe-me aqui, perdida no mar de Escuridão
Mas tudo bem, de trevas sempre foi feito o meu
Coração

Eu ouvi sua voz soturna
e vi seu adeus minguante
E eu ouvi seu coração palpitante
Mas agora parece que ele morreu, distante

Me desculpe por matá-lo assim
Juro que não era isso que queria pra você
e pra mim
Sonhava eu com casas de campo e uma lareira
Mas o único fogo que encontro agora
É de minha sentença certeira

Então brilhe, meu Sol
Brilhe e seja minha estrela
Mesmo sem poder tocar
eu saberei que um dia foste meu
E desses momentos sempre irei me lembrar.



PS: Meu último poema de amor

Nenhum comentário:

Postar um comentário

Dê-me sua opinião, ela é muito importante!!!