Utopia



"Minha felicidade não é difícil de ser definida. Ela é facilmente encontrada. Previsivelmente comum de ser descrita.

Ela mora em pequenos objetos que se assemelham a cilindros ou bolas achatadas com um pequeno risco no meio. 

Ela costuma vir em frascos pequenos e pode ser comparada à história dos perfumes: os melhores vêm em frascos pequeninos. E de fato, minha felicidade costuma ser mais quando ela vem em potes menores. 

É um fato triste, se quer saber. 

Claro que esse tipo de felicidade temporária, de fato, não é minha única fonte de alegria, no entanto, é eficaz e causa-me certo desconforto saber que necessito e talvez necessitarei da mesma até o findar de minha simplória vida, mas sim, há outras. 

Um sorriso. Um abraço. Um beijo depois de uma piada que é contada após comentários breves de minha mente desocupada demais para pensar algo útil a maior parte do tempo.

Todavia, nem mesmo essas outras fontes de felicidade que habitam nesse ser glorioso que ouso chamar de Anjo, apesar de não crer no divino, são capazes de manter-me sã e de fato alegre o tempo todo. Infelizmente, a tristeza e a angústia e pior, os questionamentos que imponho a mim mesma perturbam-me ainda quando estou na presença do Anjo.

Esse é um fato tão triste quanto depender dos pequenos objetos que carregam felicidade... O pensamento obscuro que paira em minha cabeça ainda quando me encontro ao lado daquele que me faz sorrir. 

Tento consolar-me através do pensamento de que nada tem a ver com o belo ser, afinal, nada tem mesmo a ver com ele, mas pesa-me a mente pensar que nem sempre sou capaz de seguir de fato bem ao lado dele, em especial, quando o Anjo se esforça tanto para ver-me bem.

Conforto-me também através do pensamento de que um dia, talvez...quem sabe, as lágrimas farão parte da minha vida com menos frequência e que não mais serei um fardo na vida daqueles que me rodeiam e convivem comigo. Porém, é um pensamento que não domina minha mente fraca, pois sei que é uma simplória utopia. 

E é apenas isso. Uma utopia. "

- Harriet A. Croft

Nômade

Sou nômade de minhas vidas passadas que passaram nestes lugares repletos de histórias.

Um Sebo aqui

Uma livraria lá

Uma ou duas bibliotecas acolá

***

Quando entro em tais estabelecimentos sinto uma paz profunda inexplicável. O cheiro nostálgico, mas não antigo em minha vida e sim na dos outros causa-me um efeito que, tentando ser uma domadora de palavras, não consigo encontrar as mesmas para descreve-lo.  

São como minhas igrejas, dispostas para darem-me paz em qualquer canto do mundo. Em silêncio, caminho na direção do próximo objeto que não ouso chamar de consumo, mas de alívio.

Sou uma nômade. Ando nesta vida sem morada certa, pois meu lar são vários lugares. E neles moram várias pessoas, várias histórias que não resisto à olhada. Sou nômade. De vidas e de lugares, de encantos e contos. O que meus olhos veem, meu coração guarda e minha mente me ajuda a jamais esquecer. 

Cada respiração de meu simplório ser se enaltece diante de tais objetos mágicos, feitos pelas mãos do homem, de pessoas... de almas talvez tão sem vida quanto eu, mas que em determinado momento de catárase em sua caminhada rumo ao desconhecido ,conhecido como morte conseguiram, o que até o momento eu fui incapaz... Escrever.

Mas sendo nômade não tenho prazo. E um dia ei de entrar nas igrejas e encontrar meu próprio alívio.


Faixa

Se vou, não sei para onde ir
E se fico não sei porquê fiquei
Se vou e volto não sei onde cheguei
E se tenho todas as respostas, de que me vale o conseguir?

Se é que consigo, o que não sei dizer
E se tempo perco não sei o que fazer
As lágrimas que escondo hoje
Caem amanhã no cair da noite

Os anseios de meu dizimado ser
Os receios que dizia não ter
Tudo se encaixa em uma velha caixa

Há um rótulo nela
Sua faixa
Pode ser lida
Seu nome... vida

26.09.2016


A queda do erro

O que sei é nunca soube de nada
sobre o que é amar e ser amada
O que busco é algo que nunca busquei
aquela paz ao lado de quem amei

Mas mais que o pretérito
quero teu sorriso, presente, certo

Se antes o sentimento era doloroso
hoje é a morfina do corpo todo
através da metamorfose que sofreu
permitiu-me sair, enfim, daquele breu

Permaneço sendo o demônio expulso do céu
mas fui acolhida nos braços
do Anjo Maior
o residente do inferno que é meu coração
banhado em fel

Agora finalmente creio que alguém como eu
pode de fato ser feliz
plenamente
completamente
Mesmo diante de todo o mal que me acometeu

Dizem que o amor nos deixa cegos
e propensos aos erros certos
no entanto, se tem algo que aprendi
é que de amor sou feita e de que fui feita
somente para ti

Não estou cega
não estou errada
Finalmente enxergo o mundo
Vejo a vida, e não temo a estrada




Nova Edição da Revista Conexão Literatura


Mais uma edição super bacana de Conexão Literatura está disponível. 
Nosso destaque de capa ficou para Angela Ramalho, editora da A. R. 
Publisher que completa 1 ano de existência, mas que já possui em seu 
catálogo várias publicações e autores publicados. 

A editora vem incentivando cada vez mais escritores e como sempre estamos observando 
as editoras e autores que estão fazendo um bom trabalho. Confira nas 
páginas da revista a entrevista que fizemos com a guerreira que comanda 
a A. R. Publisher.
O leitor também poderá conferir entrevistas, contos, crônicas e uma 
matéria sobre Teoria da Conspiração, com dicas de filmes e livro. Você pode conferir a nova edição clicando na imagem abaixo!

Dez coisas que eu adoro em você *



Adoro o jeito que fala comigo
e como arruma o cabelo
Adoro como pilota sua moto
e adoro como nunca tem medo

Adoro seus tênis do tipo allstar
e como faz com que eu queria ficar
Eu adoro tanto isso em você
que agora sei o que é apaixonar

Adoro como está sempre certo
e adoro quando é sincero
Adoro como me faz gargalhar
e mais ainda quando me consola quando desabo a chorar

Adoro quando está perto mesmo longe
e fato de sempre me ligar
Mas eu adoro principalmente
poder te amar
mais que tudo
mais que qualquer coisa
amo apenas por te amar


*** Paráfrase do poema feito por Kat a Patrick no filme 10 Coisas que Odeio em Você

" Jovem promessa da literatura nacional comenta sobre seus livros e influência " Entrevista para Revista Conexão Literatura

Como prometido, segue o link da entrevista que dei para a Revista Conexão Literatura, agora parceira do blog...

ENTREVISTA:

Conexão Literatura: Conte pra gente como foi seu início no meio literário, influências, etc.

Thays Martins de Paiva: Bom, minha mãe é professora de português então desde sempre ela, de alguma forma, me influenciou. Lembro-me do dia em que ela foi comigo até a escola ela dava aula – e eu passei a estudar – para fazer uma conta na biblioteca. A partir daí eu estava sempre lá. Mas confesso que grande parte do meu amor pela leitura começou depois que conheci Harry Potter. Após  ler o primeiro livro da saga em menos de um dia, pedir o segundo e em seguida devora-lo na mesma velocidade não parei mais de ler. 

Confira a entrevista completa através do LINK

Não deixe de conhecer o site da Revista!


Regeneration



permita-me que eu me apresente, sozinha


eu sou o inverno que morre pouco antes do verão
eu sou a neve que derrete aos primeiros raios de sol
aquela quantidade de sangue que não chega no coração

eu sou a Lua na sua fase escura
o lado sombrio da estrela mais brilhante
Eu Não Sou o que devia ser, eu não venço
minha própria luta

permita-me que eu me apresente, ao seu lado

cada célula do meu corpo encontra a cura
Mas somos feitos de muitas, portanto
o processo é lento
mas não me abato, pois tenho você
ao meu lado

aos poucos, a luz que emana de teu ser
me preenche e me faz viver
me faz querer
os escritos possuem um sentido
eternizar e enfim, eternizo


[Cada ferida é cicatrizada
cada dor é amenizada]

ao seu lado
não me rendo
não hesito
não choro
e se choro
eu sorrio

ao seu lado
 meu corpo, antes, destruído
antes sem vida
antes alterado
se reconstrói, se regenera, se permite
ser amado

ao seu lado
sou livre
sou minha
sou nós dois

ao seu lado
eu sou







Parceria Revista Conexão Literatura

O Estranho Mundo de Thays fechou parceria com a Revista Conexão Literatura. 

É muito interessante e vale a pena a leitura. Em breve, haverá uma entrevista comigo lá '-'

Para saber mais sobre a revisa, inclusive, para acessar à última edição você pode clicar nos links abaixo:

Edição Agosto/2016

























Site Conexão Literatura


Pills

"Por que obrigam-me a cobrir o rosto com falsos adornos, com pós e cremes que julgam ser capazes de melhorar aquilo que sou forçada a olhar todos os dias frente ao espelho? Mas talvez tenha eu usado a forma gramatical errada, uma vez que ninguém obriga-me a nada e sim eu mesma. A razão de tal ato desconheço, o que sei apenas é que um reflexo horrendo é o suficiente no dia, olhar-me mais de uma vez seria tortura. Portanto, esforço-me [ em vão ] para encontrar a melhor forma de sair de casa e poupar aqueles que me rodeiam de tal imagem distorcida. 

Por que obrigo-me a comer de menos ou outras coisas demais na esperança de fazer deste envoltório algo belo de se olhar e quem sabe algo divino de se tocar? Mais uma vez, a razão de tal ato desconheço, o que sei apenas é que um reflexo horrendo é o suficiente no dia, olhar-me mais de uma vez seria tortura. 

Por que obrigo-me a passar os olhos em livros e textos que julgam ser capazes de fazer-nos mais próximos de seres humanos importantes e inteligentes quando na verdade mal entendo o que meus olhos leem e levam a meu cérebro cansado e mal formado, logo, incapaz da compreensão de tais palavras e conceitos?

Quando canso-me de tantas dores, de olhar os outros, de ver a vida correndo, de ver sorrisos que não são meus, de ouvir vozes que não são para mim, forço garganta abaixo um choro alinhado de alguma pilula, mas não se preocupe, não é nada perigoso, mas é o suficiente para manter-me na cama o bastante para que minha mente seja capaz de descansar... ou talvez não, mas é o bastante para que eu não chore solitariamente em meu quarto desprovido da luz do sol... de luz da vida. 

Há pouco tempo aprendi que pequenos cadernos são melhores ouvintes que as pessoas... uma velha amiga me disse, e decidi ouvir. De fato, muitas vezes um bloco de notas parece entender-me melhor que aqueles que uma vez disseram se preocupar. Acontece que a angústia é algo que ou você sente ou você não sabe o que é, logo, tudo o que dizem é que vai passar. Mas há anos que estou esperando passar e ate hoje ela permanece comigo, quase como uma segunda pele, uma sombra... como se fossemos uma só pessoa. 

Queria eu ser capaz de exumar toda essa dor que me impede de caminhar pelas ruas, como a maioria das pessoas, ou mesmo pelos cômodos de minha própria casa. Como um espírito solitário e sombrio em busca de descanso é como me sinto. Mesmo ao lado daqueles que dizem amar-me é como se houvesse uma barreira que me impedisse de acreditar em tais palavras, afinal, como um ser deplorável digno de pena e não de amor poderia receber tal atenção? 

O que querem saber é quanto tempo falta para sucumbir ao abismo negro que consome-me um pouco mais a cada nascer no sol. Perguntam, mas por dentro há aquele sorriso doentio à espera da resposta que não é: está tudo bem. E sim, não ela não existe mais. Cada falso olhar que é dirigido a mim, a nós, a todos eles mas nunca diretamente para minha alma que pede, que grita, naquele quarto, que busca no fundo da gargante ferida pelo próprio choro um auxílio. Mas ele nunca chega. Não há propósito. Não há como ele chegar. São questões sem solução, não há matemática suficiente para resolvê-las. 

A decadência é tão grande que nem mesmo naquilo que um dia, erroneamente é claro, julguei ser capaz de fazer corretamente, hoje percebo que nunca soube. Era tudo uma grande ilusão, uma insistência fútil de tentar vencer, mas tantos outros já haviam vencido, portanto, não haveria lugar para um verme miserável que acreditou ser capaz de ultrapassa-los. 

A felicidade é um conceito relativo. Ela pode estar em todo lugar e em lugar  nenhum. Mas a felicidade de verdade se resume há uma cápsula, um pozinho mágico envolto por um plástico que se desfaz dentro de nós. "

- Harriet A. Croft



Mais uma vez essa mulher expressa os sentimentos melhor que eu, rs


Deixe o rio seguir

Se eu flor
tu és
meu ser
e nós floresceremos

Se tu amas
m(eu) amor
tu és meu (a)mar
e nós nos amaremos
até nos (a)fogar

E a Lua
            sou
E o Sol
           você
tu és também
o doce caminhar

à noite somos
    o Luar
e à tarde brindamos
o nosso próprio
     amar

O chalé é aconchegante
a lareira nos aquece
as árvores dançam com vento
que desce
e não choram com a chuva
que derrete
a vitrola toca o disco; o livro é lido
o café está quente
a casa é sua, meu bem
deixe-me amar-te eternamente?

Farewell Letter

Eu era a Lua
e você era meu Lar
juntos nós éramos
o mais belo Luar


***

"Eu era a pedra no meio do caminho"
a dor do ferido em desatino
eu era a ferida sem corte
eu era o azar que havia na sorte

eu era a mão que joga a pedra
o sangue escorrendo na testa
eu era o fluído que arde e não se estanca
eu era a dança jamais vista, a pele que se arranca

não havia cicatriz no corpo
pois o machucado jamais se curava
não havia sorriso no rosto
pois ela percebeu que ele não a amava

a questão nunca fora o amor
e sim, era sempre a dor
a questão nunca fora amar,
e sim, ser incapaz de perdoar

eu era os olhos do defunto infeliz
eu era a o mal sem raiz
eu não dormia, não comia
eu não podia continuar viva


Eclipse



Se eu fosse Sol
tu serias um Verbo*
E juntos seríamos 
um lindo Solstício de Inverno 

Mas somos mais que isso
Somos o mais belo Eclipse
a mais incrível arte.

E assim eu sigo
nessa deliciosa aventura 
de apenas saber amar-te















O verbo aqui se refere à etimologia da palavra Solstício que vem da junção das palavras Sol + Verbo Latino Sistere que significa sem movimento. Durantes os Solstícios, a trajetória do Sol para Norte ou Sul parece suspender, como se ''parasse''. 


Sobre Camões




A dor é água que cai sem se ver
é aflição que chega, mas nunca vai
é uma agonia que entra e não sai
é um machucado que se pode ler.


É querer correr e não poder andar
é uma caminhada solitária entre o eu
é nunca estar bem de fato para continuar
é a angústia do que nunca foi meu


É tentar fugir mas continuar preso
na própria mente que lhe atormenta
é a dor que desatina em excesso
no corpo cansado, mas que não acalenta


"Mas como causar pode seu favor"
na vida ferida chegar e que faz sofrer
se tão contrária é a si mesma a dor de viver?


















Paráfrase que fiz sobre o poema de Camões. Esse é um poema sobre a depressão, sobre dor e sobre luta.

Decadence

Costumávamos ser um quadro muito bonito. Ainda somos, mas agora manchados. É como o vidro que quebra. Você pode conserta-lo, mas ele sempre apresentará as rachaduras. Elas são impossíveis de serem apagadas. Assim como o quadro. A beleza dele continua, mas há uma marca que bloqueia todo o resto. É impossível não prestar atenção à mancha, pois ela evidencia a decadência.

***
















Um dia..termino esse texto... Ou não

...

" A dor precisa ser sentida. "

- O que você tem?
- Dor.
- Tomou algum remédio?
- Acho que não inventaram remédio para esse tipo de dor.
- Explica.
- Não sei explicar.
- Tenta.
- Não dá. Uma tristeza sem motivo, um desânimo contínuo, um aborrecimento desatino, uma dor eterna.
- Entendi.
- Não, você não entendeu. Ninguém entende. A depressão é uma língua compreensível apenas para aqueles que a sentem. Impossível de traduzir...

(...)

- E o que vai fazer a respeito?
- Não há algo a se fazer.
- Sempre há algo a se fazer.
- Se houvesse... Todos nós teríamos tentado, mas aparentemente a única solução é a mais cruel e inaceitável para a sociedade.
- Sim. Não escolha essa solução.
- Eu a escolho todos os dias, mas volto atrás quando coloco a cabeça no travesseiro.
- E o que vai fazer agora?
- O que sempre fazemos. Colocamos um sorriso no rosto e dizemos: bem obrigada, e você?
- Vou bem também. Aliás, ótimo.
- Que bom, fico feliz.
- Que bom que está melhor.
- Sim. Estou...

(...)

- Você já tentou explicar para alguém o que sente?
- Claro
- E?
- E nada. Cada ser humano sente as coisas de uma forma, e por mais que escolhamos as palavras certas traduzir sentimentos é coisa de poeta, e nem sempre eles são bem sucedidos na profissão.
- Ninguém foi capaz de lhe entender?
- Não. Sou uma pessoa horrível, complicada e ... não quero mais julgamentos.
- Entendi.
- De novo. Não entendeu.

(...)

Love song

" I love you like a love song, baby "



Todo ser humano é passível de engano. Portanto, eu, ainda que na categoria dos demônios errantes da Terra, enganei-me certa vez ao pensar ter encontrado um anjo que fosse capaz de amar um ser da Trevas. Enganei-me ao crer, erroneamente, que esse anjo fosse detentor da capacidade de perdoar. Mesmo que fosse, o ato foi tardio.

Uma vez que me  vi livre das amarras e correntes que esse anjo uma vez me pusera  encontrei -me temerosa em permitir que, novamente, um ser dos Céus e de Luz entrasse e minha vida. No entanto, "we were born to die" e pareceu-me sensato dar uma nova chance, a um novo anjo, o mais brilhante de todos. Pois esse era O anjo, e mesmo assim abandonou sua parte demônio, logo, me compreendia, me acolheu, me amou. Com verdade, e com o verdadeiro amor ainda que esse sentimento seja questionável quando se tratando de seres das Trevas como eu.

De Trevas e Luz nós éramos feitos, e essa mistura perfeita foi o que nos permitiu seguir juntos.
Como a mixagem do som que antes era incompreensível, uma vez ao nosso redor tornou-se a mais bela canção. Com vozes grossas a nos receber no Grande Salão da Vida, e outras tantas guturais para nos dizer adeus. Combinamos a nosso modo. Ao nosso jeito. O que de Escuridão lhe faltava eu pude preencher, e você com toda sua luminosidade pode tornar-me cheia de Luz.






Levantar da sua cama é um ato simples. Abra os olhos. Boceje. Deixe o corpo se acostumar com o dia. E siga.
Mas não é tão simples assim.

Acordar é uma coisa bem diferente de sair da cama. De colocar os pés pra fora e forçar o corpo a uma caminhada pequena até o banheiro onde você lava o rosto e se prepara para um novo dia.

Sair da cama é bem mais complicado quando o motivo para tal ato não é forte o bastante para lhe prover as forças necessárias. Já se sentiu como um pequeno ser desprovido de qualquer capacidade mental ou física para um ato grande na vida? A maioria de nós em algum momento da vida se sente assim, mas e aquelas pessoas que se sentem dessa maneira praticamente todos os dias? Já tentou se colocar no lugar delas? Creio que não.

A questão é.
Não julgarás.

Você não sabe a luta diária daquela pessoa sorridente. Você não sabe quantas lágrimas ela derrama todas as noites. Quanta maquiagem ele ou ela usou para esconder as tenebrosas olheiras que surgiram após noites mal dormidas, pois sua mente não lhe permite descansar.

A vida é breve.
Mas mais breve é a capacidade do ser de se manter firme e forte diante das adversidades e das dores infligidas pela própria mente dele. Breve é a tolerância deles. Breve é o sorriso. Breve é a felicidade.


Pathos

A sede do sedento por água
vinho
sangue

A fome do faminto por alimento
comida
carne


Eu sou a dor do famigerado morto
eu sou a doença expurgada do corpo
eu sou a ferida semi-aberta


"Eu sou o desejoso de ferir"
aquele que faz a todos cair
eu sou a doença sem cura


Eu sou o doente que vive
que respira e insiste
Eu sou a cicatriz

O excomungado da vida
a enfermidade escolhida
Eu sou a lesão
sou aquele sem coração

O corte sem sangue
o desconforto constante
eu sou  a agonia ambulante

A patologia dos caídos
a infecção criada
o fio grosso nos fluídos
eu sou a história mal contada

O vício antes eterno
o errado antes certo
o doce incômodo
Eu sou o pesadelo antes sonho

I'm your pathos. 




Hoje eu abandonei toda a luz que havia em mim
eu deixei partir o anjo que morava aqui
mas dizem que no céu é o lugar de anjos
e demônios devem ser reclusos pelos cantos

***

Para todos os lados que olho
há uma saída
mas nenhuma me serve
pois estou perdida

São tantos olhos a me olharem
são tantas bocas que me falam
mas nenhum pode me ver
nenhuma pode me compreender

pergunto-me como foi que cheguei aqui
sem saída e sem rumo
sem saber para onde ir

Que irei eu fazer?
Ao abismo irei ceder?

***






Versus

Para que haja luz é necessária a escuridão.


Eu sou trevas, sou a dor e a ilusão.
Mas também sou o brilho que te guia
quando está soterrado no próprio caixão

***

De que me vale a luz se não há um sorriso para faze-la viver?
De que me vale a dor se não há para quem recorrer?

Hoje sorrio por outros motivos
Por outros sorrisos
e isso me basta
Basta não derramar lágrimas.

***


À noite eu ainda pertenço
Não há luz suficiente no mundo que seja capaz de me tirar desse abismo
Ela não me consome, pois fazemos parte uma da outra
Não há luz no mundo. Em alguém. Em nada. 
Eu sou a Treva que caminha sob a Escuridão da Terra.
Eu sou a dor. A ilusão.
Eu sou o meu próprio caixão.




E basta-me


" O que sei agora é o que deixei de saber
Abandonei nas lágrimas o antigo ser
Pois para crescer é preciso renascer
Como a eterna fênix
Aprendi a me reerguer. "

"A felicidade é um caminho e não um destino. São escolhas e não finais. Não há um sorriso eterno, mas não há uma lágrima que dure para sempre. A dor chega para mostrar que podemos escolher ser fortes. Escolha. Essa é a premissa da vida. Nós escolhemos o que queremos para nós. E eu escolho ser feliz.
Eu me basto e isso basta.

A alegria poderá não ser meu estado de espírito eterno, mas será minha meta, pois nada me garante a volta nesta vida, neste corpo, logo quero deixar minha marca. A marca de que fiz o que pude para fazer desta vida uma vida feliz. E nada mais."

As lágrimas da fênix

I am dead like the rise of the phoenix
but I am also alive like the bird that
can't fly
I have everything
and nothing
I am the forever losing
like the eclipse of the sun
I have no light
but I can bright

***

As lágrimas caíam e queimavam como lava. Cada gota rasgava uma parte do rosto, e levava uma parte da pele com ela. Os olhos vermelhos e esbugalhados procuravam algo belo para olhar,  mas nada viam, nada enxergavam. O espelho era cruel demais, e fazia os olhos verem o que a alma não lavada tentava esconder.

A eterna fênix que renascia todos os dias morreu para sempre dessa vez, pois sentiu que suas cinzas não mais valiam a pena ser reerguidas. Cansou-se de nascer novamente todos os dias. Cansou de morrer toda noite.

“Abraçou a morte como uma amiga.”


É difícil ser fênix. E mais difícil ainda é renascer das cinzas que não mais lhe pertencem, pois a vida que deixou não fazia mais parte de seu ser. As asas do pássaro vermelho que refletiam o brilho do sol deixaram de bater naquele instante amargo. Naquele momento sereno, mas soturno e desprovido da destreza que um sábio possui ao dar a notícia ruim. As penas negras que se sobrepunham às de cor do fogo aos poucos foram tornando-se grisalhas...





Quem sabe um dia eu termino esse...

Sorteio antologia Círculo do Medo - Contos sobrenaturais de suspense e de terror

O Estranho Mundo de Thays está com mais um sorteio, galerinha!

A Antologia Círculo do Medo - Contos Sobrenaturais de suspense e de terror onde publiquei o conto A Casa da Senhora Halle será sorteada aqui.

Quando o blog atingir 315 seguidores farei o sorteio através da plataforma Random. Para participar basta seguir as regras:

- Seguir publicamente O Estranho Mundo de Thays
- Curtir a página O Estranho Mundo de Thays
- Seguir o blog Conversas de Leitor
- Curtir a página Traducere
- Comentar nome e email nessa postagem.




Não vai ficar de fora dessa, não é?

Antologia Circulo do Medo

Oi, oi, galerinha! É com muita emoção que anuncio mais uma antologia com uma obra minha publicada!

Dessa vez, a antologia Círculo do Medo - contos sobrenaturais de suspense e de terror , leva além de vários contos maneiros de autores fantásticos a minha obra, meu conto inéeeeedio: A Casa da Senhora Halle!!!


Sinopse:
"O medo não acaba, apenas se transforma. Sempre tem um início, mas nunca um fim. Não é necessariamente uma fraqueza, pois muitos se tornam mais fortes ao encarar seus temores. Quando alguém se entrega ao mais básico dos sentimentos, é como se fizesse parte de um círculo fechado e sem volta, em que os pavores de um membro assombram os sonhos de outro. Engana-se quem pensa que pode vencer seus temores. Quando você pensa estar livre, colhe novos horrores e os velhos voltam intensificados."
A Casa da Senhora Halle é um conto de suspense com uma pontada de terror. Basicamente é a história de Josh, um jovem morador de uma vizinhança calma da cidade de Washington que um dia cisma que a casa de uma senhorinha, a dona Halle, é bem mais que o lar de uma idosa e decide espiar. O que acontece... bem, você tem que ler pra descobrir, mas posso garantir, não é uma típica vovó que adora cozinhar para os netos.  

Você pode adquirir um exemplar através do Paypal por 28,00 o frete já incluso, ou me contatar através do email: thaysmp14@hotmail.com para combinarmos a entrega na cidade de Belo Horizonte.

São 397 páginas de muito suspense e terror e se você é fã do gênero não deve perder a chance de conhecer novos talentos!

Clique no botão abaixo para comprar o livro e não se esqueça de adiciona-lo no Skoob!

Preço


Peço para aqueles que comprarem pelo paypal que comentem nessa postagem para que eu possa verificar o pedido e enviar o livro. 

Sangue de Bruxa - Livro I

O primeiro romance que terminei, de fato. Sangue de Bruxa!

Voltei a disponibilizar no Wattpad. Leitura gratuita, guys '---'

Conto com vocês para dar aquela força, na leitura, no like, no compartilhar e pá.

Pretendo colocar um capítulo a cada semana! Basta clicar na imagem para serem redirecionados.

Beijos


Alan Rickman

Serei breve
Como sua vida foi.

Alan Rickman. Não Severus Snape.
Apenas Alan.
Um grande homem. Grande ator.

"Afinal, a morte vem para todos nós."

Assim como a maioria não entende o amor de fá, não entenderão nossa tristeza também. Agora, falando em nome dos Potterheads, é com tristeza que dizemos adeus a Snape. Nosso eterno professor de Poções. Aquele que amou demais.




Depois de todo esse tempo?

Always.