Utopia



"Minha felicidade não é difícil de ser definida. Ela é facilmente encontrada. Previsivelmente comum de ser descrita.

Ela mora em pequenos objetos que se assemelham a cilindros ou bolas achatadas com um pequeno risco no meio. 

Ela costuma vir em frascos pequenos e pode ser comparada à história dos perfumes: os melhores vêm em frascos pequeninos. E de fato, minha felicidade costuma ser mais quando ela vem em potes menores. 

É um fato triste, se quer saber. 

Claro que esse tipo de felicidade temporária, de fato, não é minha única fonte de alegria, no entanto, é eficaz e causa-me certo desconforto saber que necessito e talvez necessitarei da mesma até o findar de minha simplória vida, mas sim, há outras. 

Um sorriso. Um abraço. Um beijo depois de uma piada que é contada após comentários breves de minha mente desocupada demais para pensar algo útil a maior parte do tempo.

Todavia, nem mesmo essas outras fontes de felicidade que habitam nesse ser glorioso que ouso chamar de Anjo, apesar de não crer no divino, são capazes de manter-me sã e de fato alegre o tempo todo. Infelizmente, a tristeza e a angústia e pior, os questionamentos que imponho a mim mesma perturbam-me ainda quando estou na presença do Anjo.

Esse é um fato tão triste quanto depender dos pequenos objetos que carregam felicidade... O pensamento obscuro que paira em minha cabeça ainda quando me encontro ao lado daquele que me faz sorrir. 

Tento consolar-me através do pensamento de que nada tem a ver com o belo ser, afinal, nada tem mesmo a ver com ele, mas pesa-me a mente pensar que nem sempre sou capaz de seguir de fato bem ao lado dele, em especial, quando o Anjo se esforça tanto para ver-me bem.

Conforto-me também através do pensamento de que um dia, talvez...quem sabe, as lágrimas farão parte da minha vida com menos frequência e que não mais serei um fardo na vida daqueles que me rodeiam e convivem comigo. Porém, é um pensamento que não domina minha mente fraca, pois sei que é uma simplória utopia. 

E é apenas isso. Uma utopia. "

- Harriet A. Croft

Um comentário:

Fale comigo, estranho!