Histeria

Havia duas estradas.
A larga e a estreita
Havia duas escolhas
A melhor e a pior maneira

E ele fez questão de ir pela estrada errada
de escolher a opção da falácia
ele não hesitou e foi por aquele lado
me abandonou à sorte do condenado

dos monstros que me isolavam
a agonia de ve-lo partir
ao lado da besta era, deveras
uma dor sem fim

eu havia lhe dado tanto
eu havia lhe pedido pouco

os meus suspiros regados de lágrimas doces
não foram o bastante para faze-lo crer
até que ponto a maldade do ser humano pode crescer
e por fim, submeteu-me ao castigo eterno
cuja sentença era pior que a morte,
eu, sozinha, abandona à própria sorte
fiquei

ele escolheu
duas vezes
e por duas vezes, sofri
por duas vezes, morri

mas ressuscitei
da mais antiga morte que me foi dada
busquei do mais escuro âmago de meu ser
encontrei, a razão para viver
talvez

Quando tudo for caos, seja calmaria.. 
E quando tudo estiver calmo, seja motivo de histeria.




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