sorte

Eu sou a morte


A decepção dos vivos
a noite sem sono do caído
eu sou o álcool destilado
o amargor do doce salgado

eu sou o pé descalço no caco de vidro
o sangue que escorre da boca do vivo
o corte na ferida jamais curada
eu sou aquela que está acabada

eu sou a desgraça de toda sorte
o não para qualquer sim
eu sou o monstro que não dorme
minha missão é o seu fim

[o beijo  que jamais existiu
a oportunidade jamais aproveitada
a desistencia da vida
de si mesma ]







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