Quando o brilho do sol nasce diante de minha janela trincada


"You're no good for me
Baby, you're no good for me
You're no good for me
But baby, I want you, I want"


E se meu corpo e mente responderem apenas à dor?
E se eu não puder mais sentir amor?


E se eu nunca mais poder sentir?
Prevejo, deveras, um fim
Mas não choro
Esqueço
Ao beco pertenço


De mãos dadas com a escuridão
por onde passo vejo uma multidão
de anjos
e tento,
falho
e choro


fazer parte da luz nunca fez parte do plano
mas qual é o sentido
por que estou aqui
e para onde irei
o que sei
é o que jamais soube
o que nunca quis saber
de que me vale a vida viver


a cada brilho do sol que nasce diante de minha janela trincada
como minha alma marcada e manchada
é uma oportunidade que me é dada
e como sempre não vale nada


"it's you, it's you, it's all for you"


não me ensinaram a olhar no espelho
não me ensinaram a aprender
a sorrir sem querer
e a amar sem um amor certeiro


um monte de ossos colados a um membro só
um par de olhos a olhar o nada cheio de pó
um órgão que bombeia fluídos para um corpo
um envoltório em seu próprio mundo absorto


não há espaço para ninguém
não deixe o sentimento entrar
faço de mim mesma refém
e minha benção é poder matar


mas minha maldição é poder ressuscitar
todos os dias, de manhã, ao acordar
quando o brilho do sol nasce diante de minha janela trincada








Cinnamon,

can you smell it?


I can't. Not anymore.


Um comentário:

  1. Gostei do post. Segui o blog :)

    beijinhos,
    https://aflormaria.blogspot.pt

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