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Mostrando postagens de Dezembro, 2017

Análogo

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É um caminhar solitário. Todos os dias quando abro os olhos e fito a claridade que o sol dispõe sob  minha janela que dormiu aberta. E então, em um esforço desnecessário, mas rotineiro consigo forçar meu corpo a sair desse objeto que tanto amo,  mas não devido àquele sentimento que muitos jovens ousam "sentir" ... prostração.
Sinto um pulsar mais forte em meu peito, mas sei que não é o órgão responsável por enviar fluídos pútridos ao restante de meu envoltório sem valor. Logo, penso. Chegou a hora? Já estava demorando demais, no entanto, a dor que senti abaixo dessa "tosca caixa toráxica" cessa. E então lamento, pois será mais um dia, uma semana, um mês que terei de encontrar formas de colocar nesse rosto manchado de agonias passadas, cansado de rituais frívolos, e desmerecedor de tantos olhares fingidos... uma expressão amábile.
Cansei de tentar justificar, explicar aos desprovidos da capacidade de entendimento de tal desgosto o que se passar nesse meu cérebro da…

Laço

o etéreo tilintar de nossos corpos
[copos]
o álcool estremece
por seu corpo minha boca desce

na longanimidade da existência
efêmera do desejo
de você não sofro abstinência

de todo vilipêndio que a vida me vituperou
sua presença apóstrofe à dormência
[do espírito]
por fim meu ser jazido no leito, acordou

***

quero ver-te adormecer em meu colo
plantar-te-ei em meu sagrado solo
suas sementes são seus beijos
e eles me trancam em seus segredos

mas é de uma prisão que não quero sair
do mundo apenas fugir
e esconder-me-ei em seu abraço

porque eu antes apenas um sujo nó
ao fitar-te com meus olhos cansados
fui capaz de fazer-me laço









Thor

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eu clamo por sua presença, no momento que sua ausência, se faz presente eu enxergo o vento que beija seu cabelo louro  eu escuto a cor do céu que à noite reluz no rio o seu rosto (por mim) clemente
" grito em silêncio as borboletas do meu estômago"
posso ter perdido grande(s) amor(es) e tantos outros não horrores mas encontrei na sua magnífica pessoa tudo aquilo que escondi nas notas jamais tocadas, os mais diversos clamores
alguém permita-me salvar-me deste assombroso destino o que acontece, meu deus Odin eu sinto algo que até então não fazia mais sentido 
Beija-me Thor e Senhor Aceitas minha dor? És capaz de sentir amor?
Não lhe peço que fique para sempre Mas se quiser encontraremos um lugar para bebermos a paz que o sentir é capaz de transmitir.
ônix.





Odin

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Ethan caminhava solitário pelas ruas da iluminada Nova York naquela simplória quarta-feira de março. 
Suas costas largas pareciam querer rasgar a camiseta de linho vermelha que trajava, e seus cabelos loiros caíam nos ombros formando alguns cachos. O vento batia em seu rosto e fazia com que as madeixas se tremelezuiam diante das numerosas luzes da cidade que jamais dormia.
Com as mãos no bolso, sentiu em um deles o celular vibrar. Temeu ser quem não devia, portanto, não se importou em atender ou chegar recados. A noite estava perto de se tornar madrugada e poucas pessoas ainda se encontravam na rua. Ethan precisava chegar em casa, mas ainda faltavam pelo menos duas quadras. A Times Square pareceu um bom lugar para passar a noite, visto que ele evitaria um de seus colegas de apartamento que nos últimos dias só fez falar em sua cabeça acerca de suas compras, vendas e consumo "nem tão legais" assim.
Mas naquela noite Ethan não poderia dormir fora de casa. Não era uma simple…

Fairytale

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Aconchego-me em teu abraço quente
encaixo-me dentro de seus braços
perfeitamente

embriago-me em teu sorriso doce
bebo de tua risada como se álcool
fosse

perco-me no brilho de teu olhar sereno
desvendo o labirinto de seu corpo
ameno

***
Não há súmula de vocábulos suficientes para descrever a sensação que meu corpo exala, e minha boca procura, e meu espírito canta diante da imensidão que o universo oferece em descrição não encontro palavras que seriam capazes de traduzir tal tradução é como se minhas mãos buscassem, e minha alma quisesse a sua somos dois espíritos revoltos, perdidos diante da escuridão nua

Urdo um caminho para te caminhar em mim e você anda com graça, jamais encontra fim
[adormeço ouvindo sua voz e caio na profunda escuridão
não abro os olhos, sonho.]

E quando acordo não era mais devaneio
você dormia ao meu lado, lindo e sem receio
Como as cordas do violão que tilintavam solene
você era o sonho mais incrível e perene

Eu vi.
Eu sorri.
Mais eu quis.
E assim o Universo di…

Sub

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Eu estava parada no metrô, caminhava lento. Os trilhos sujos e marcados pelo tempo. A passarela cheia de marcas, de passadas de pessoas passadas. O relógio marcava três da tarde. Meu coração marcava saudade.

Entrei. Sentei. Os minutos passaram. Cheguei em casa horas depois.

Conversamos. Sorrimos.
Falamos. Felizes parecíamos. Somos?

Sua risada me contagiou.
E então, antes de cair sob a água morna do chuveiro, saímos. Mas na volta a natureza cedeu e as nuvens despencaram. A água fria nos banhou.
Mas pelo demônio fui carregada. E enquanto ele corria eu via... a água que caía.  E aquele momento foi eternizado em minha solene memória. Como as marcas que me deixa não de forma nem tão simplória. Foi um átimo de segundo, o bastante para aquecer meu espírito. A dor que me aflige todos os dias é dissipada por sua máquina. No colo do demônio desejei adormecer. Todavia, cabia somente a ele querer.
E eu carrego a sina de amar o nostálgico, de ceder aos possíveis "e se", e de chorar à noi…