7 de janeiro de 2018

Borboletas no... fígado

Todas as borboletas que haviam no campo fizeram morada em meu...fígado. Eu as matei com o álcool que você me deu. Traguei seu perfume como o fumante desesperado traga o último cigarro. Morri todos os dias de sua ausência. A abstinência se tornou parte de meu corpo, abandonado pelo seu. Hora morria de câncer, depois de tragar seu cheiro. Hora morria de abstinência. Sem sua presença meu corpo desfalece. De todas as drogas que existem nesse sórdido mundo eu fui experimentar a única para qual não existe tratamento. Você. A única solução é continuar usando. Quem sabe tenho uma overdose e morro feliz.

Nenhum comentário:

Postar um comentário

Fale comigo, estranho!

Mutter

Queria eu ser capaz de encontrar palavras melhores que pudessem expressar meu amor sagaz Ainda com meu título de escritora carrego no...