13 de janeiro de 2018

Sobre a soturnez

Eu abro os olhos, mas não acordo
Forço a mente, mas nada recordo
Ninguém é capaz de entender meu
desespero
Ninguém se importa com o meu
apelo


Eu tenho tanto medo do ferimento
Que escondo todo e qualquer sentimentoo
Eu temo tanto o álcool e o choro
Que não permito alegria nem gozo

Eu não possuo condições de tal agonia
Queria poder partir,
Mas ainda me resta algum dia

Não são capazes de ver o esforço
O que vêm por fora é só um esboço
Eu sofro em silêncio as dores gritadas
Eu enterro minhas angústias agitadas

Eu travo lutas todos os dias contra mim
Mas perco a bata sempre
Neste guerra sem glória nem fim.


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