20 de fevereiro de 2018

My last chance

Na nefasta noite que acomete meu anterior dia
calo-me diante de tua palavra certa e fria
Impassível de compreensão
agora sei pelo que bate seu coração

"Das nebulosas em que te emaranhas"
Como pode fazer isso com meu ser?
Não sabe que contigo eu estava nas montanhas?
E agora, pergunto-me, de que me vale querer?

Haverá diversas hipóteses para tal decisão errante
mas nenhuma será capaz de acalentar
meu frágil, destruído, quebrado e pisado órgão pulsante

Eu costumava acreditar em cada uma de suas palavras
elas eram todas belas e cheias de verdade
mas de reperente
tudo o que me disse veio, de fato, com muita maldade

Todas as minhas vibrações diante do seu magnífico ser
estão tentando, com todas as minhas forças, lhe fazer entender
que não havia pretexto justo para sua fuga sem sentido
e agora solitária estou, novamente, no meu mundo perdido

" If you 'loved' why did you leave me?"

Toda a aurora de esplendores que me disse certa vez
Se sua intenção não era ficar, não deveria ter entrado
Como pode fazer isso sabendo de toda minha pequenez?
Usou-me como tapa buraco do seu maior erro, meu caro

Mesmo depois que lhe pedi em prantos para não fazer isso
e você alegou com toda sinceridade que não era verdade
O pedestal do qual fazíamos parte continua de pé, em juízo
Mas somente seu espírito permanece nele, vivo

O meu está caminhando sozinho pelo vale das Trevas
do qual ele nunca deveria ter saído, isso é fato, isso é deveras
E agora enquanto segue seu caminho de Luz, o natural
sigo sozinha, sem forças para tudo e todos que são de fato, "do mal"

"Tênebra que hoje a ti desaba"

Disse-me que se os ventos me trouxeram
eles podem levar-me a ti novamente
mas eu me pergunto
será que irá me querer por perto?

A resposta é um sonoro e claro não
afinal, de que vale ao lado de um anjo
um deteriorado demônio sem coração?

As funéras lembranças de meu desprezível ser
que certa vez você foi capaz de fazer-me esquecer
Voltam com força, eu aceito minha sina
mas não aceito seu abandono, sem razão explícita

Eu te ofereci tudo o que eu tinha
e não era muito,  mas você aceitou e disse que era o suficiente
Mas se não era por que então me disse que estava satisfeito, ó ser clemente?

Você costumava ser meu Sol e Estrelas
E agora não sei se pode ser nem ao menos
meu motivo para mais tristezas

Ergo-me diante de tal destruição
que fizeste comigo
com meu ser em depressão

Suas escolhas baseadas em precípuas suposições futuras
de nada me valem diante da conexão que possuímos 
e se algum dia voltar atrás em tais decisões obscuras
saiba que me coração uma vez despedaçado e por ti reconstruído
estará disposto a se abrir, uma vez mais, disposto a perder-lhe o juízo

Não se preocupe, sigo minha desprovida de sentido vida, sorrindo
no entanto, esse rosto torto por ti não mais pode sorrir
E sempre hei de encontrar outros motivos para seguir
Mesmo depois de ter-lhe dito que eu sempre estaria aqui
E mesmo depois de ter-lhe ouvido súplicas para de ti não desistir

Agora sou forçada a tal ato desesperador
Não se preocupe, sei lidar bem com a dor
E espero que encontre o que vem buscando
achei que fosse seu porto-seguro
mas acabei sendo seu maior descanto

                            E espero um dia lhe esbarrar  e quem sabe 
"a gente se conheça de novo com o olhar mais maduro e o coração mais decidido"



Nenhum comentário:

Postar um comentário

Fale comigo, estranho!

passagem

" hoje vi uma menina que até tatuagem  feminista tinha e no cabelo uma piranha os dedos delicados na mão estranha [a...