4 de maio de 2018

Outras Poesias

Minha idônea expressão diante de seu descaso com minha tribulação que insiste em abarcar no meu destruído, mas vivo peito... Até parece que não debulho em lágrimas mal caídas durante à noite, durante a tentativa falha de lavar meu envoltório pútrido internamente, e ainda por fora defasado de beleza.

Todavia, o que mais abisma minha pessoa é o que encontro todos os dias ao fitar o espelho que ensejaria eu estar quebrado, dessa forma eu não seria obrigada a encarar tal imagem horrenda desprovida de qualquer encanto.

Mas não mais falemos do que os outros são capazes de ver, mas nunca enxegar... de fato. O que me resta diante de tal existência sem próposito? Até mesmo o "verme que roeu as frias carnes" não ainda do meu cadáver - ah, ele ainda há de fazer isso - , mas ele ainda possui um motivo... alimentar-se dos outros antes vivos, agora jazem sem razão alguma dentro de féretros 'objetos' criados pelos modernos na tentativa de preservar aquilo que morrera muito antes do próprio corpo.

O verme.

Igualar-me-ei a tal criatura, no entanto, perco em tal disputa, visto que ele se mostra mais eficaz em sua tarefa do que eu, nas minhas várias. O helminto possui apenas uma razão em sua curta vida e a cumpre com exatidão.

Já eu... simplório e desgastado ser humano.
Eu, o não de Outras Poesias.
O sim para o Inferno das passagens sinistras.
Eu, e nunca jamais suas escolhas infinitas.

Não possuo nada além do nada. Dentro do vácuo há de encontrar-mos algo a mais. Um átomo capaz de descrever minha discrepância diante do restante da humanidade, porém, engana-se quem crê que é algo bom.

O que difiro do restante é que nada valho.
Até mesmo meu amigo, parasita... possui uma razão que é apoderar-se do outro enquanto Eu, o não de Outras Poesias sigo sem rumo diante de minhas vidas jamais distintas... nunca escolhidas.

Como eu mesma findei a mim.
Um sim para meu eterno e já decidido fim.



Um comentário:

Fale comigo, estranho!

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